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Zoran Maki parte orgulhoso apesar da tristeza do adeus

Na hora do adeus, o técnico sérvio Zoran Maki expressou ontem, em conferência de imprensa, na sede do 1º de Agosto, tristeza por deixar o clube, mas parte muito orgulhoso pelo facto de voltar a colocar o futebol angolano nas meias-finais da Liga dos Campeões Africanos.

“O sentimento é sempre triste, quando um treinador deixa um clube. Mas estou muito orgulhoso. As vossas opiniões, enquanto jornalistas, podem ser diferentes. Uns dizem que Zoran Maki é bom ou excelente treinador. Outros dizem que é normal, quando há quem diga que é fraco. Só que os factos ninguém apaga. Chegar às meias-finais, com um clube que à partida não dava nada por ele, é motivo de orgulho. Foram eliminados o Wydad de Marrocos, último campeão africano, o Mamelodi Sundowns, outro grande clube”.

Em poucas palavras, o treinador explicou as razões da saída: “Não chegámos a acordo. Mas paciência. A vida continua. Desejo a maior sorte do mundo ao 1º de Agosto, que continua um grande clube. Espero que o próximo ano chegue à final da Ligas dos Campeões e ganhe. Também quero que volte a conquistar o Girabola. Do meu lado, darei continuidade à carreira de treinador de futebol, que já tem 18 anos”.

Maki sublinhou os traços de personalidade, que considera a razão pela qual é tratado com acinte na Comunicação Social. “Os jornalistas conhecem-me. Não sou querido para muitos, por ser directo. Falo da minha maneira e de certeza que não vou mudar, depois de 56 anos. Talvez serei expulso mais vezes, por não ponderar muitas coisas. Cada treinador tem o seu feitio”.

Dono de uma respeitável folha de serviço no comando dos rubro e negros, pelo registo de 21 vitórias, 17 empates, 4 derrotas, 47 golos marcados e 20 sofridos, em 42 jogos disputados, num período de dez meses, fez uma retrospectiva dos nove anos em Angola.

“Depois de ter trabalhado em três clubes. Kabuscorp, onde fui campeão. Sagrada Esperança, onde fiz um resultado histórico, ao chegar aos oitavos-de-final da Taça Nelson Mandela, e, no meu ponto de vista, no melhor clube de Angola, que é o 1º de Agosto, só posso estar orgulhoso, apesar da tristeza”.

Telefone mudo

O treinador, que passa o testemunho ao antecessor, o bósnio Dragan Jovic, negou a existência de contactos com vista o estabelecimento de um novo compromisso. “Fala-se de Marrocos. De várias coisas. Não tem nada. Essas informações são todas falsas. Até agora ninguém entrou em contacto comigo. Só sei que segunda-feira viajo para Portugal e depois vou para a Sérvia, porque os meus pais ainda estão vivos. Como sou profissional, vou esperar o telefone tocar, com um convite. Não é fácil viver sem futebol”, garantiu.

Quanto a um possível regresso, Zoran Maki deixou claro que está praticamente fora de questão. “Somos profissionais, por isso não dizemos nunca beberemos desta água. Mas as possibilidades de um dia voltar a trabalhar em Angola são quase nulas. Infelizmente. Agora como turista, com certeza absoluta virei várias vezes, porque tenho muitos amigos.

Como sabem, sou sérvio e vivo em Portugal, outro país que me acolheu bem. No coração levo um pedaço de Angola, que nunca vou esquecer”.

Sempre a conter as emoções, o obreiro do segundo tri-campeonato do clube do Rio Seco falou da estadia no país. “Quero agradecer o povo angolano. Foram nove anos maravilhosos. Cresci como treinador, fiquei mais maduro. Mas também, do meu ponto de vista e de muitas pessoas, dei um grande contributo para a melhoria do futebol angolano”.

“Esse último resultado colocou Angola no topo do futebol africano. Comparado ao do Egipto, Argélia e Tunísia, países que têm selecções e equipas muito poderosas. Neste momento, em todos os continentes, não só em África, porque tenho muitos amigos sérvios e portugueses que trabalham na Ásia, o 1º de Agosto é conhecido mundialmente, por essa campanha memorável, numa prova onde grandes clubes da África do Sul, Zâmbia, o próprio TP Mazembe, foram afastados”.

O jogo do Estádio Olímpico de Radès também mereceu a atenção do treinador. “O Esperance de Tunis não nos eliminou. O 1º de Agosto é hoje conhecido. Tem peso em África. Quero agradecer o presidente Carlos Hendrick da Silva, os meus jogadores e a minha equipa técnica.

Fizemos um trabalho extraordinário de avaliação dos adversários. Foram várias noites sem dormir. A ver vídeos. Algumas pessoas na Comunicação Social disseram que foi sorte. Eu digo que não foi só sorte. Foi muito trabalho, muito sacrifício e muita dor”. (Jornal de Angola)

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