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Eleições no Brasil: Urnas fechadas na maior parte dos estados

(© Reuters)

Será escolhido este domingo, dia 28 de Outubro, o nono presidente da Nova República brasileira. Pode seguir as principais incidências aqui, no Notícias ao Minuto.

Fecharam as urnas no fuso horário de Brasília, horário oficial do Brasil, que abrange a maior parte dos estados brasileiros (desde Distrito Federal a regiões Sul, Sudeste e Nordeste). É o segundo fuso horário a chegar às 17h locais, depois de Fernando de Noronha, mas é o mais significativo. Seguir-se-ão os fusos horários da Amazónia (21h de Lisboa) e do Acre (22h de Lisboa). Só depois das 22h serão conhecidos resultados parciais.

Regina Duarte é uma das artistas brasileiras que tem sido mais aberta no seu apoio a Jair Bolsonaro. Este domingo, ao votar, em São Paulo, voltou a defender a sua escolha. “Fui ali ajuda à transformação de um Brasil melhor. Pus o meu [voto] na recta pelo 17 Brasil [Bolsonaro]. Voto genuíno pelo bem colectivo, acredito que essa seja a solução, se não for nós vamos lá e trocamos, o Brasil é do povo”, indicou, em declarações à imprensa.

Vários artistas brasileiros foram votar acompanhados com livros, com os quais se deixaram fotografar em jeito de protesto contra a eleição de Jair Bolsonaro. A acção por parte da classe artística é uma espécie de manifesto contra a ameaça à democracia. Em baixo alguns exemplos, como Debora Falabella, Mariana Ximenes e Taís Araújo.

Bolsonaro vence em Lisboa. O candidato da extrema-direita venceu a votação nas 27 assembleias de voto em Lisboa, conquistando 64,4% dos 6.948 votos válidos, segundo os resultados oficiais. Fernando Hadadd obteve 2.473 votos (35,5%).

Pelo menos 58 pessoas foram detidas e 1.956 urnas electrónicas foram substituídas, este domingo, por causa de crimes eleitorais à boca de urna, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A segurança dos presidentes. De acordo com o G1, o candidato que perder continuará a ser escoltado por um destacamento da Polícia Federal até 72 horas depois da eleição. O candidato vencedor será acompanhado até à tomada de posse.

Bolsonaro vence em Timor-Leste, Sydney e Melbourne. A comunidade de eleitores brasileiros em Timor-Leste votou maioritariamente a favor de Jair Bolsonaro, tendência que se repetiu nos países da região. Dos 44 votantes que participaram na eleição de hoje em Díli, 27 votaram a favor de Bolsonaro e 11 de Fernando Haddad, tendo-se registado cinco votos nulos.

Resultados de outras votações na região confirmam a vitória ampla de Bolsonaro, que obteve 63,35% dos votos em Sydney, na Austrália (1196 votos) contra os 734 de Haddad (34,64%), tendo-se registado 224 votos brancos ou nulos.

Em Melbourne, Bolsonaro obteve 131 votos e Haddad 75.

Jair Bolsonaro venceu a votação em Luanda, obtendo 91 dos 166 votos expressos (54,81%), contra 67 (40,36%) de Fernando Haddad.

Duas pessoas morreram nas mesas da voto, este domingo. Ambas as mortes aconteceram no Rio de Janeiro. Depois de um homem de 50 anos ter tido um ataque cardíaco na mesa de voto da Baixada Fluminense, também uma mulher, de 51 anos, teve um enfarte na assembleia de voto do Tijuca Ténis Clube.

air Bolsonaro, candidato do PSL, votou na Escola Municipal Rosa da Fonseca, no Rio de Janeiro. O polémico candidato saiu, juntamente com a mulher, escoltado por um forte dispositivo de segurança.

Os brasileiros que votaram este domingo em Lisboa dividem-se sobre qual o melhor candidato para o país, dizendo que Bolsonaro representa o regresso à ditadura militar, mas criticando Haddad pela corrupção, insegurança e “roubalheira”.

O cônsul do Brasil em Lisboa disse, também à agência Lusa, que pelas 20h00 já deverá ser possível saber os resultados da votação dos brasileiros em Portugal, adiantando que a afluência aparenta ser superior à das últimas eleições.

“Independente de quem suba para assumir a Presidência do nosso país, espero que o povo se una. Que não fique esta guerra com as pessoas brigando umas com as outras. As pessoas têm que olhar para a frente e, independente de quem assumir a presidência, temos que cobrar”, disse Mateus Felipe da Silva Santos, de 24 anos, à agência Lusa, a partir da Avenida Paulista.

Este domingo, mais de 147 milhões de brasileiros escolhem o seu próximo presidente da República. Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) medirão o alcance da sua influência no povo brasileiro, naquelas que serão, provavelmente, as eleições presidenciais mais polarizadas do Brasil.

O candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, saiu da primeira volta desta eleição com 46% da preferência eleitoral, uma confortável vantagem sobre Fernando Haddad, que conseguiu 29%. Com ambos os candidatos a partilharem de elevadas taxas de rejeição, a volta decisiva, mesmo com sondagens favoráveis a Bolsonaro, não é dado adquirido.

Bolsonaro, antigo capitão do exército, mantinha dez pontos percentuais de vantagem sobre o seu adversário petista, Haddad. Na sondagem de sábado realizada pela Datafolha, o candidato do PSL reunia 55% das intenções de voto, ao passo que a candidato do PT reunia 45%.

Recorde-se que, para além de escolher o próximo presidente brasileiro, estas eleições irão seleccionar democraticamente 14 governadores, com segundas voltas a decidirem os representantes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minais Gerais, Rio Grande do Sul, Rondónia, Roraima, Sergipe, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Sergipe.

As assembleias de voto foram abertas às 08h00 locais e encerram às 17h00 locais, de cada fuso horário. As primeiras urnas fecharão às 20h00 de Lisboa e as últimas urnas a encerrar são as do estado do Acre, ou seja, quando o relógio marcar 22h00 em Lisboa.

Em Portugal, as urnas abriram às 08h00 e fecharam às 17h00. Os brasileiros puderam votar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, no Consulado-Geral do Brasil em Faro e no Consulado Geral do Brasil no Porto.

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, votou às 10h15 (horário local/13h15 em Lisboa) numa escola na região sul de São Paulo. (Notícias ao Minuto)

por Anabela de Sousa Dantas

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