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“Hábil profissional da política”. Cavaco diz que elogiou António Costa no livro

Aníbal Cavaco Silva, antigo presidente da República Portuguesa, lançou o segundo volume do seu livro de memórias (ANDRE DIAS NOBRE / OBSERVADOR)

Foi a segunda entrevista sobre o segundo volume das suas memórias que o antigo presidente da república Aníbal Cavaco Silva deu esta sexta-feira. O antigo Chefe de Estado começou a manhã desta sexta-feira a falar com a TSF, e, à noite, foi entrevistado pela SIC. Na entrevista, fez questão de esclarecer que ao referir António Costa no seu livro com “um hábil profissional da política”, estava a fazer um elogio.

Retive a ideia de que [António Costa] era um homem pessoalmente simpático e bem-disposto, de sorriso fácil. Um hábil profissional da política, um artista da arte de nunca dizer não aos pedidos que lhe eram apresentados. Uma habilidade patente na sua política de equilíbrio entre a satisfação dos interesses do PCP e do BE e das exigências de disciplina orçamental da Comissão Europeia”, escreveu Cavaco Silva nas suas memórias.

Na entrevista ao canal de televisão, o antigo chefe das forças armadas falou ainda do antigo líder do CDS-PP, Paulo Portas, e do antigo secretário-geral do PS, António José Seguro. Foi a “falta de autoridade” do político socialista que não permitiu um governo de “salvação nacional”, diz o antigo presidente.

Já quanto ao governo de Passos Coelho, Cavaco referiu que a política de comunicação foi um dos principais pontos que falharam, apesar de passar uma mensagem “verdadeira”. Quanto à governação socialista actual, Cavaco Silva disse que existe um “aumento de impostos indirectos que são injustos” nas escolhas que têm sido feitas e que têm recebido o aval do PCP e do Bloco de Esquerda, reafirmando que os dois partidos “se curvaram” ao PS.

Quanto à ausência de Ricardo Salgado, antigo líder do BES, do livro, Cavaco defendeu-se, dizendo que é preciso ter confiança no verdadeiro regulador dos bancos, o Banco de Portugal. Não falou de Salgado como “de nenhum outro” banqueiro, afirmou. “O Presidente não exerce o domínio financeiro”, reiterou. (Observador)

por Manuel Pestana Machado

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