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Draghi defende independência dos bancos centrais face ao poder político

(© Reuters)

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, defendeu hoje a independência dos bancos centrais em relação ao poder político para cumprir o seu mandato de conseguir a estabilidade de preços.

“A credibilidade depende da independência: o banco central não deve estar sujeito ao domínio orçamental ou político e deve ser livre de eleger os instrumentos mais adequados para cumprir o seu mandato”, disse Draghi numa conferência em Bruxelas.

As declarações foram feitas no mesmo dia em que Draghi foi criticado pelo vice-primeiro-ministro de Itália, Luigi Di Maio, que o acusou de “envenenar o ambiente”, apesar de ser italiano.

As declarações do dirigente do Movimento Cinco Estrelas surgiram depois de Draghi ter advertido, na quinta-feira, para a tensão em torno de Itália e ter defendido um diálogo com a Comissão Europeia sobre o orçamento italiano para 2019.

O presidente do BCE defendeu “o valor” de um banco central capaz de “actuar decisivamente sem pressão política, em particular na zona euro”.

Segundo Draghi, durante a crise financeira, ficou provado que coordenar respostas políticas entre os governos era difícil de conseguir e as soluções “tinham tendência para chegar apenas sob severa pressão do mercado” sendo “com frequência insuficientes”.

Face a esta situação, defendeu a utilidade de bancos centrais “poderosos, independentes e não eleitos” que tenham um mandato claro.

Para reforçar esta ideia, Draghi, citado pela agência EFE, disse que foi a independência que permitiu ao banco central a adoção de medidas não convencionais, como o programa alargado de compra de activos, para cumprir o seu mandato na sequência da crise financeira.

O presidente do BCE salientou que o Tribunal de Justiça Europeu confirmou que este programa de compra de dívida está em linha com o mandato do banco central. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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