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Primeira-dama aponta condições para progresso económico e social

Ana Dias Lourenço Primeira Dama de Angola (Foto: Francisco Miudo)

A melhoria do bem-estar dos cidadãos e da qualidade de vida das famílias angolanas, a redução da pobreza e das desigualdades e a promoção do nível de desenvolvimento humano são condições essenciais para o progresso económico e social de Angola, considerou a primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço.

Numa mensagem aos participantes do Fórum Nacional da Mulher Rural e das Micro-finanças, realizado de 16 a 17 do corrente mês, na capital angolana (Luanda), deu as suas ideias de como enquadrar a abordagem desta problemática no contexto do desenvolvimento económico e social integrado e sustentável.

Segundo Ana Dias Lourenço, o desenvolvimento local, como forma de reduzir a pobreza no meio rural, e o empoderamento da mulher devem ser vistos como as apostas do Governo para conferir e reconhecer às mulheres rurais o seu papel na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.

Para si, o investimento e as modalidades do seu financiamento concorrem para regenerar o agro-pecuário e conferir-lhe capacidade para fixar as populações, desenvolver a agricultura familiar e reconhecer o tremendo papel da mulher rural, em todo este contexto de adversidades, mas também de oportunidades e desafios.

Alertou que sem investimento, no princípio do processo de produção, e sem infra-estrutura, que confere rendibilidade ao investimento, as tendências de desequilíbrio demográfico e económico entre o interior e o litoral vão continuar a acentuar-se no futuro.

Apontou a questão das micro-finanças e do associativismo como modalidades de apoio ao desenvolvimento da actividade produtiva das mulheres rurais.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) estima a população (dados de 2017) em 28 milhões 359 mil e 634 habitantes, dos quais 36,5% vivem no campo e do campo (população rural, que consiste em cerca de 10 milhões e 400 mil pessoas).

O universo das mulheres rurais foi contabilizado em 5.360.200 (cinco milhões, trezentas e sessenta mil e duzentas) pessoas, em redor de 18,9% da população total.

Segundo Ana Dias Lourenço, são estas mulheres a principal força de funcionamento das economias agrárias familiares e às quais os apoios governamentais não têm sido suficientemente substantivos e sustentáveis.

Em muitos casos, de acordo com a primeira-dama, a mulher rural é a principal fonte do rendimento familiar, por meio do trabalho nas lavras e nas pequenas unidades de produção agrária.

Por sobrevivência ou conscientes do seu papel no tecido produtivo nacional, as mulheres rurais constituem-se em pequenas unidades de produção/comercialização, muitas vezes com organização precária e relevância enorme no funcionamento da economia nacional, no processo de criação de valor e principalmente na salvaguarda da sobrevivência da família rural e dos valores tradicionais associados.

A nota de Ana Dias Lourenço reforça que a perspectiva do género, no contexto geral do desenvolvimento, é tão importante, que a Convenção da ONU sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra às Mulheres de 1979 recomenda, enfaticamente, a consideração dos problemas específicos delas, em zonas rurais e o papel significativo, que desempenham na sobrevivência económica das suas famílias.

Em 2014, a preocupação com o papel da Mulher Rural levou a uma ampla consulta nacional, que resultou num conjunto de recomendações em matérias de políticas públicas diversas (o papel deste agente na agricultura familiar, necessidade de facilitar os meios de funcionamento – com produtividade – necessários ao aumento da produção, a formação, etc.).

“Em geral, a posição e o papel da mulher em Angola são desvalorizados e subalternizados e no que toca ao segmento rural é muito mais”, diz.

A Organização das Nações Unidas dedicou 2018 à Mulher Rural, como reconhecimento do papel deste peculiar agente económico, que nos países menos desenvolvidos tem sob os seus ombros tarefas importantes e diversas na sociedade, mas sobretudo na família.

O fórum foi promovido pelo Ministério da Acção Social Família e Promoção da Mulher, sob o lema “promover a mulher no meio rural para dinamizar o desenvolvimento local e o combate à pobreza”.

O fórum decorreu no município do Icolo e Bengo e abordou, em quatro painéis, a estratégia de intervenção e perspectivas para as mulheres rurais (escolas de campo e caixas comunitárias) e os mecanismos de acesso ao crédito para mulheres no meio rural. (Angop)

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