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Governo reforça investimento na energia e águas

O Executivo Angolano deverá investir cerca de USD 9 mil milhões, nos próximos quatro anos, para conclusão de projectos em curso de ampliação do sistema de energia eléctrica e expansão do acesso à água potável nas zonas urbanas e rurais do país.

Esses projectos constam do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, cuja conclusão constitui prioridade do Executivo, anunciou, nesta quinta-feira, em Luanda, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

Segundo o governante, que favala à margem da 10ª reunião ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, pretende-se, com o investimento, permitir que 50 por cento da população angolana (perto de 14 milhões de habitantes) tenha acesso à energia até 2022.

Para o efeito, estão em curso investimentos nos domínios da produção, transporte e distribuição de energia eléctrica.

No segmento da produção, estão em execução projectos estruturantes hidroeléctricos e térmicos, para electrificar capitais de província, como Benguela, Huambo, Lubango e Luanda.

De acordo com o ministro, existem nessas regiões zonas inteiras sem electricidade, sublinhando que se prevê introduzir o sistema solar no leste e sul do país.

No quadro desses projectos, explicou, atenção especial será dada à distribuição e comercialização, sobretudo para a melhoria da eficiência das empresas e redução das perdas comerciais e técnicas.

Isso será feito com a introdução de contadores, para que a factura traduza o consumo real.

Em relação ao sub-sector das águas, a meta do Ministério é fazer que 85 por cento da população tenha acesso à água potável nas zonas urbanas e 80 por cento nas áreas rurais.

O ministro anunciou a expansão, com participação privada, do acesso, reabilitação e a construção dos sistemas de produção de água, particularmente para Luanda, por ser o maior centro de consumo, numa altura em que tem um défice no fornecimento de 50 por cento.

Para inverter o quadro, João Baptista Borges falou da necessidade de ampliar a capacidade instalada em mais 750 mil metros cúbicos de água/dia, a fim de reduzir o défice até 2022.

Com a execução deste Plano de Acção, o Executivo vai poder expandir o acesso à energia eléctrica e o abastecimento de água potável às zonas urbanas e rurais.

Pretende-se também optimizar a gestão sustentável do sector da energia e águas, com objectivo de garantir o acesso à energia eléctrica e água de qualidade, permitindo ao mesmo tempo a rentabilidade das empresas.

É objectivo das autoridades eliminar os subsídios a preços e viabilizar a realização de operações sustentáveis de financiamento pelas empresas.

O ministro da Energia e Águas anunciou que o sector vai desenvolver parques solares, principalmente destinados a compensar o efeito da irregularidade hidrológica nas zonas leste e o sul do país.

Na última quarta-feira, João Baptista Borges havia anunciado que o sector efectuará, anualmente, 200 mil ligações eléctricas domiciliares, até 2022, para permitir que 50 por cento dos 29 milhões de habitantes do País, tenha acesso à energia eléctrica. (Angop)

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