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Benguela voltará a produzir conserva de peixe

A produção de peixe enlatado, na província de Benguela, actividade paralisada há mais de 30 anos, poderá ser retomada dentro de 24 meses com a intervenção de investidores privados, informou hoje, quarta-feira, o director local das Pescas, José da Silva.

Segundo o responsável, que falava em entrevista à Angop, existe um crescente interesse de investimentos na indústria de conservas, sobretudo de empresas estrangeiras, cujos processos seguem actualmente os trâmites legais para aprovação pelas autoridades.

Sem adiantar a proveniência dos investidores, nem os valores em causa, disse que, a julgar pelo volume de solicitações, se augura dias melhores para esse segmento de actividade económica que já foi bastante promissor, sobretudo no tempo colonial e nos primeiros anos de Angola independente.

Segundo José da Silva, a região tem peixe com a qualidade necessária para ser enlatada, como o atum, sardinha e outras, e disse acreditar que dentro de 24 meses as famílias benguelenses e não só poderão contar com a conserva de peixe nas suas mesas, tal como acontece actualmente na cidade costeira de Moçamedes, que já deu o primeiro passo com a instalação de uma unidade fabril do género.

Antes da sua paralisação, na década de 80, Benguela contou com unidades de produção de conservas do Capiandalo, Mampeza, Atlântica, entre outras, de caris estatal, mas todas ficaram desactivadas, devido a problemas de gestão.

Por outro lado, manifestou esperança no incremento dos produtos de exportação, a julgar pela experiência piloto realizada este ano com os primeiros três contentores de polvo e outro de choco que seguiram para dois países africanos.

“O ministério de tutela está a trabalhar na regulamentação, tanto da captura, como das exportações das espécies, nomeadamente das gambas, do camarão, caranguejo, choco, polvo e outros produtos”, indicou.

O responsável referiu que a primeira experiência foi destinada ao continente africano, mas que o sector sabe que os mariscos são muito mais valiosos no mercado europeu, destino sobre o qual o departamento ministerial está a trabalhar.

Entre as manifestações de interesse para recepção do produtos de Benguela, afirmou que o seu gabinete recebeu “manifestos” de empresas dos Estados Unidos da América e da China que desejam receber os produtos do mar de Benguela.

A província de Benguela conta com 28 pescarias em plena actividade e outras 23 inoperantes, bem como 50 barcos de pesca, entre industriais e semi-industriais. (Angop)

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