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“Palestras não resolvem problema da gravidez precoce” – pastor Francisco Txilima

Quem o diz é o pastor Francisco Txilima, da Lunda-Sul, preocupado com a ausência dos pais na vida das crianças. Para ele, governos e associações filantrópicas não devem substituir as famílias

A promoção de palestras não deve ser encarada como principal solução para a resolução do problema da gravidez precoce na adolescência, mas o reforço do diálogo aberto e permanente no seio familiar e a constituição de lares coesos e bem estruturados, disse o pastor Francisco Txilima, da Igreja Assembleia de Deus Pentecostal na Lunda-Sul.

Ao dirigir-se aos cristãos durante o culto solene, o pastor apontou a desestruturação familiar, falta de informação sobre a sexualidade, consequências da gravidez precoce na adolescência, bem como ausência dos pais na vida dos filhos, como principais causas do fenómeno.

O religioso afirmou que se os lares estiverem bem estruturadas do ponto de vista de relacionamento e convivência, os frutos se reflectirão nos filhos. Enalteceu as organizações que têm estado a dar o seu contributo através de promoções de palestras, sobretudo nas escolas, mas reitera que acções do género não bastam, é preciso que os pais comecem a cumprir o seu papel de educadores e serem mais amigos dos filhos para que os mesmos se sintam à vontade em abordar questões relacionadas com a sexualidade.

“As organizações filantrópicas e os governos não devem assumir as responsabilidades dos pais, que é de instruir, educar, dialogar e orientar. Os pais devem começar a sentir-se responsáveis, devem estar cada vez mais presentes na vida dos seus filhos, porque dar dinheiro para que o filho sustente seus vícios e estar ausente na vida deles aumenta a possibilidade dos mesmos se desviarem de boas práticas”, alertou.

Lamentou o facto de muitos pais delegarem a educação dos seus filhos às educadoras nas creches, como tem acontecido nos últimos tempos. Referiu que a sua Igreja vai continuar a trabalhar para unir os lares desestruturados por causa da violência doméstica, uso excessivo de bebidas alcoólicas, falta de transparência financeira entre o casal, entre outros factores. (O País)

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