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Igreja Mundial e Shekinah podem ser encerradas nos próximos dias

Dentre as mais de mil denominações religiosas que podem ser encerradas, nos próximos tempos, por estarem na ilegalidade, constam ainda a igreja Hospital da Fé e a Igreja do Deus Vivo Shekinah, do conhecido Apóstolo Horácio dos Anjos, autodenominado “Altamente Perigoso” devido aos poderes divinos que diz possuir.

A Igreja Mundial, uma das denominações religiosas com maior número de fiéis em Angola, faz parte de uma lista de 1106 igrejas que funcionam na ilegalidade no país e que poderão ser extintas dentro de 30 dias, caso não cumpram os critérios de legalização exigidos por lei.

A informação foi avançada, ontem, em Luanda, pelo director do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), Francisco de Castro Maria. Segundo o responsável, que falava à imprensa à margem da conferência nacional sobre a problemática do fenómeno religioso em Angola, a Igreja Mundial funcionava sob a “sombra” da plataforma ecuménica Conselho Nacional de Igrejas Cristãs de Angola (CONICA).

O referido conselho foi extinto na sequência do Decreto Executivo conjunto dos ministérios do Interior, da Administração do Território e Reforma do Estado, da Justiça e Direitos Humanos e da Cultura. Divulgado na semana passada, o decreto citado extinguiu ainda outras três plataformas económicas, nomeadamente o Conselho de
Reavivamento em Angola (CIRA), União das Igrejas do Espírito Santo (UIESA) e Igreja de Coligação Cristã (ICCA).

Juntas, de acordo com Francisco de Castro Maria, estas plataformas ecuménicas albergavam um total de duas mil e seis igrejas, todas a trabalharem na ilegalidade. Dentre estas denominações constam ainda a igreja Hospital da Fé e a igreja do Deus Vivo Shekinah, do conhecido Apóstolo Horácio dos Anjos, autodenominado “Altamente Perigoso” devido aos poderes divinos que diz ter.

O director do INAR deu a conhecer que, dentro de trinta dias, caso não cumpram os requisitos da lei, as administrações municipais e distritais, os governos provinciais e as delegações dos ministérios do Interior, Administração do Território e Cultura entrarão “em cena” para procederem ao encerramento compulsivo das 1106 denominações religiosas que apregoam o evangelho na contramão das leis do Estado angolano.

Segundo ainda Francisco de Castro Maria, mais de metade das igrejas ilegais que operam no país são de proveniência estrangeira, com realce para a República Democrática do Congo, Congo Brazzaville, Nigéria, Senegal e Brasil. Todas são de linha neopentecostal e apregoam a teoria da prosperidade.

“As estatísticas mostram que mais de 50 por centro das igrejas implantadas no país não são angolanas. Vieram de fora. E uma boa parte destas denominações são as igrejas neopentecostal, que apregoa a teologia da prosperidade e praticam actos que nos levam a concluir que estão imbuídos no espírito da mercantilização da fé”, explicou.

Governo não legaliza igrejas desde 2000 (O País)

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