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Rui Rio reage a saída de Azeredo Lopes: “Mais vale tarde do que nunca”

Rui Rio considera que o agora ex-ministro da Defesa, ao apresentar a demissão, revelou mais sentido de Estado do que o próprio primeiro-ministro.

O presidente do PSD, Rui Rio, considera que à demissão de Azeredo Lopes se aplica a máxima: “Mais vale tarde do que nunca”, independentemente de o agora ex-ministro ter tido conhecimento ou não da forma encenada como o material militar roubado em Tancos foi recuperado.

“Mesmo que seja verdade que não conhece – nós não sabemos – a verdade é que em nome da dignidade das Forças Armadas impunha-se que houvesse o sentido de Estado suficiente para perceber que não havia condições para o professor Azeredo Lopes desempenhar o cargo de ministro da Defesa”, reiterou Rui Rio, esta sexta-feira, em conferência de imprensa.

Para Rio, “se houvesse um pouco mais de sentido de Estado, tudo isto tinha sido resolvido há mais tempo”, uma vez que com “o professor Azeredo Lopes em funções”, as Forças Armadas saíam afectadas do caso.

O presidente do principal partido da oposição, que ainda hoje tinha dito que se fosse ele primeiro-ministro, Azeredo já tinha saído “pelo próprio pé”, reiterou que “mais vale tarde do que nunca”. “ Isto, repito, sem fazer um juízo de valor se ele sabia ou não sabia”, ressalvou, defendendo que a saída de Azeredo era inevitável “em nome das condições políticas”.

O facto de ter sido o então ministro a pedir a demissão, acrescenta Rui Rio, “revela aqui que Azeredo Lopes teve sentido de Estado mais cedo do que aquilo que aparentemente o primeiro-ministro teve”.

No entanto, se Azeredo o fez agora para não prejudicar as negociações do Orçamento do Estado, como o próprio disse na carta de demissão, “isso é mau”. Isto não tem nada a ver com o OE. Isso já seria um pormenor de ordem táctico-política. Quero acreditar que houve o sentido de Estado de perceber que tinha de sair”.

Na carta de demissão que enviou ao primeiro-ministro, sublinhe-se, Azeredo Lopes explicou que saía do Governo para evitar que as Forças Armadas sejam “desgastadas pelo ataque político” e pelas “acusações” de que disse estar a ser alvo por causa do processo de Tancos.

“Não podia, e digo-o de forma sentida, deixar que, no que de mim dependesse, as mesmas Forças Armadas fossem desgastadas pelo ataque político ao ministro que as tutela”, referiu Azeredo Lopes, na carta enviada ao primeiro-ministro e a que a agência Lusa teve acesso.

O ministro cessante voltou a negar que tenha tido conhecimento, “directo ou indirecto, sobre uma operação em que o encobrimento se terá destinado a proteger o, ou um dos, autores do furto”. (Notícias ao Minuto)

por Melissa Lopes

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