Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Problemática religiosa em Angola em abordagem em conferência internacional

A problemática do fenómeno religioso em Angola está a ser analisado desde hoje, quinta-feira, em Luanda, no âmbito de uma conferência internacional que junta responsáveis angolanos, líderes religiosos nacionais e estrangeiros.

O evento tem como objectivo analisar a crise de valores religiosos e contribuir para o debate social e científico acerca do mesmo.

Durante o evento, que tem o seu fim previsto para sexta-feira, 12, estará em abordagem temas como “os sinais dos tempos e a querela dos espíritos”, “igrejas, seitas e fundamentalismo religioso no mundo (pós) moderno e globalizado”, “histórias entre certezas e inquietudes como compreender as velhas e novas religiões”, “as práticas culturais”, “os símbolos sagrados e as suas formas espirituais na sociedade contemporânea”, entre outras.

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, que falava durante a cerimónia de abertura da conferência, em representação do Presidente da Republica, João Lourenço, frisou que o Estado tem consciência que o país viveu uma longa guerra civil, razão pela qual necessita da acção espiritual das igrejas, de modo a que contribuam para o processo de reconciliação.

Carolina Cerqueira referiu que as igrejas têm de caminhar com o Estado em relação à implementação de políticas públicas na área social, acrescentando ainda que as igrejas têm como objectivo a difusão de valores morais e dos princípios éticos, enquanto objecto privilegiado da acção pastoral e da missão Estado, família da escola e das comunidades,

nomeadamente nos sectores da educação, saúde e da assistência social aos mais carenciados.

Enquanto parceiros do Estado, referiu, as igrejas devem reforçar a cidadania, através da promoção da inclusão social e do bem comum.

Angola conta com 84 confissões religiosas reconhecidas, mas estima-se também a existência de 1.206 denominações religiosas que não estão registadas nem reconhecidas como tal.

O Executivo angolano extinguiu as plataformas ecuménicas no país, numa medida que visa normalizar o exercício da liberdade da religião, crença e culto previsto na Constituição da República.

Tal determinação vem expressa no Decreto Executivo Conjunto 01/2018, dos Ministérios do Interior, da Administração do Território e Reforma do Estado, da Justiça e Direitos Humanos e da Cultura, que revoga a circular Nº 228/15, de 25 de Junho, do ministro da Justiça, sobre as plataformas ecuménicas. (Angop)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »