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Começou a corrida rumo ao CAN 2019

A corrida aos Camarões 2019 começou, na prática, para Angola, na jornada passada, agora que o primeiro turno vai terminar amanhã, a partir das 16h00, no estádio 11 de Novembro, os Palancas Negras estão sob obrigação de derrotar a Mauritânia, líder do grupo I, para terminar a primeira volta com a mão na massa.

Ao contrário dos mauritanianos, os angolanos estão atrasados na corrida, pelo que não podem deixar para depois o que podem fazer amanhã à tarde, vencer e igualar o adversário com os mesmos 6 pontos. O triunfo vai exigir um esforço extra aos Palancas Negras. Sem liberdade de escolha, os angolanos sabem que estão mesmo diante de um beco com uma única saída, as experiências do passado provaram que procrastinar pode ser o começo de novo fracasso.

Os angolanos vão ao 11 de Novembro pressionados de todos os lados. Anos atrás a Mauritânia seria um saco de pancada para servir de experimento para os próximos compromissos, porém, a realidade agora mudou de maneira drástica, assim então, vai ser necessária muita atitude competitiva, para que a eficácia se reflicta no resultado final.

A precisar de triunfos para correr sem hesitar para os Camarões, os Palancas Negras sabem que amanhã não vão poder ter tudo o que querem, mas se estabelecerem muito bem as suas prioridades, vão conseguir fazer o mais importante, jogar para o resultado. Jogar para as bancadas é bom mas ninguém soma pontos só com a qualidade da sua exibição, é necessário acrescentar outras coisas mais, como poder de eficácia para acertar com as balizas adversárias, é isso o que Angola tem de fazer para derrotar a Mauritânia.

O jogo vai exigir muito suor e concentração aos Palancas Negras, mas todo o sacrifício vai ser pouco para prevalecer contra o surpreendente líder da Série I. Um resultado negativo pode ser desastroso para o objectivo que se pretende atingir, mas em duas jornadas os mauritanianos fizeram o impensável, eles mesmo deram o toque de trombeta, pelo que só resta aos angolanos despertarem para a realidade e fazer a sua parte, pois é isso o que o seu oponente tem feito desde à primeira jornada.

Os Palancas Negras fizeram as suas contas antes mesmo de iniciarem a competir, nelas o Burkina Faso era o adversário a abater, mas a realidade agora é bem diferente, um intruso assumiu todo o protagonismo e força os antes favoritos a olhá-lo de maneira diferente. Se nada for feito, ou seja, se Angola não imitar o bom exemplo da Mauritânia, vai botar tudo a perder, o que os mauritanianos estão a fazer é um bom lembrete para os angolanos, as acções falam mais alto do que as palavras, até no relvado.

As recentes lamentações do seleccionador Srdjan Vasiljevic, colocaram em xeque a federação, mas vai ser necessário esperar pelo apito inicial, para ver se também mexeu com os atletas, muitos deles hábitos a trabalhar no relvado que deu motivos de queixas ao treinador.

A bola agora está do lado dos atletas, é a eles que os adeptos mais vão cobrar, se Angola for incapaz de sair do jogo de cabeça erguida. Com ou sem condições, os que estiveram pelo 11 de Novembro afora, primeiro vão querer contar os pontos, só depois é que vão querer saber do resto. Por mais que os mauritanianos estejam na mó de cima, os angolanos têm de perceber que isso não lhes vai safar se não somarem 3 pontos, pois aos poucos começa a ficar evidente pela passada larga e eficaz do adversário, que as contas do apuramento vão ser feitas em três países diferentes.

Até agora já deu para ver que nem Angola, nem o Burkina Faso, cabeça de série, vão ter vida fácil diante do improvável líder, que antes de iniciar a corrida mais parecia condenado a repetir o mesmo de sempre: ver os outros competidores a passar apressados para chegar ao CAN. É esta a mesma sensação que os mauritanianos agora também começam a sentir. O sonho nunca esteve perto de se tornar realidade para eles.

VASILJEVIC REEDITA “ONZE”
“Equipa que ganha não se mexe”

O “onze” de Angola eleito por Srdan Vasiljevic para o jogo de amanhã, às 16h00, frente à Mauritânia, no estádio 11 de Novembro, referente à terceira jornada do grupo I das eliminatórias ao CAN de 2019, nos Camarões, não deve fugir muito daquele que recebeu e venceu o Botswana na jornada anterior, soube-se do seleccionador nacional.

Srdan Vasiljevic apoia-se na velha máxima que sobrevive no futebol, segundo o qual “em equipa que ganha não se mexe”, para justificar a pretensão de colocar em campo o mesmo grupo de jogadores, responsáveis pela conquista da primeira vitória de Angola na corrida à próxima Taça das Nações.

“Realmente a equipa que ganha não se mexe. Mas, ainda assim, muitos factores concorrem para a decisão da equipa inicial e o primeiro é básico: prende-se com o facto de 60 por cento da equipa ter chegado dois dias antes do jogo. Vamos ver se isso não é razão suficiente para alguma coisa mudar nos titulares. Vamos tentar sair com aquela equipa que estiver melhor preparada neste momento”, assegurou o seleccionador nacional.

O treinador dos Palancas deixou também perceber, embora nas entrelinhas, ter ficado satisfeito com a imagem patenteada pela equipa no desafio frente ao Botswana, mas lamenta o facto de ter trabalhado muito pouco tempo com cinco jogadores titulares no jogo passado, nomeadamente Gelson Dala, Mateus Galiano, Bastos, Djalma Campos e Fredy, em virtude de terem chegado tardiamente aos trabalhos de preparação.

“Não será um jogo fácil. A Mauritânia vem com jogadores que actuam na sua maioria na Liga francesa, na Tunísia, Turquia e Grécia. Apenas um atleta deles joga na Mauritânia e isso praticamente leva a crer que é um conjunto de ‘estrangeiros’ que vem de experiencias que trazem da Europa”, acrescentou o técnico sérvio.

Pese os receios às qualidades do adversário, Srdan Vasiljevic garante que jogar em África e em Luanda será para a Mauritânia totalmente diferente, porque vai encontrar um estádio cheio de adeptos a vibrarem durante todo o jogo. Admite, por isso, não haver razões para subestimar ou enaltecer o adversário.

“Não vamos valorizar o adversário. Desejámos ser humildes, quietos e trabalharmos para o jogo. Também temos as nossas qualidades e sabemos muito bem o que temos de fazer para vencer o jogo”, assegurou.
De acordo ainda com a concepção de futebol do seleccionador nacional, o jogo da equipa deve partir de uma defesa sólida e muito mecanizada. Cuidados com a defesa, para evitar erros desnecessários é a palavra de honra no sector defensivo, com os caminhos para a baliza sempre bem fechados.
Paulo Caculo

MOTIVAÇÃO
Geraldo confiante na vitória

O avançado Geraldo é um dos rostos visíveis da enorme motivação e crença que domina o balneário dos Palancas Negras, antes do jogo frente à Mauritânia, válido para a corrida ao CAN do próximo ano, nos Camarões.
Os dois jogadores da selecção nacional foram unânimes em afirmar que apenas a vitória interessa aos objectivos do grupo. Admitem, ambos, que será um jogo complicado, diante de um adversário que atravessa também excelentes níveis de motivação, sobretudo em virtude de ser o actual líder da série.

“Espero fazer um excelente trabalho. Vamos jogar contra uma selecção que nunca defrontei antes, mas os colegas passaram uma informação positiva e estamos aqui para fazer o nosso papel. Espero que a gente possa vencer este jogo, porque é muito importante, não podemos empatar nem perder. Vamos para o jogo com pensamento positivo, com objectivo de angariar a vitória”, disse Geraldo, antes de finalizar:

“Os adeptos podem esperar um Geraldo melhor que aquele do 1º de Agosto. Espero poder transmitir a minha excelente forma ao serviço do país. O grupo está motivado e estamos à espera que todos compareçam no estádio, porque vamos dar alegrias aos adeptos”, assegurou o avançado.
PC

EQUIPA PROVÁVEL
Djalma e Freddy
no papel de “construtores”

O meio-campo da selecção nacional deve voltar a ser determinante no embate de amanhã, às 16h00, diante da Mauritânia, devendo a missão de pensar o ataque e construir jogadas ofensivas ser incumbida aos “flanqueadores” Djalma Campos e Freddy.

Será, sem dúvidas, pelos corredores esquerdo e direito que o futebol da selecção nacional deverá ganhar caudal ofensivo, susceptível de provocar enormes calafrios ao último reduto do adversário. Ou seja, reside no meio-campo o cérebro de toda a estratégia do jogo dos Palancas Negras. Da qualidade e exibição destes jogadores depende o sucesso de Angola nesse jogo.

Na baliza, Landu mantém-se “intocável”. O guarda-redes deve voltar a contar com os apoios de Dany Massunguna e Bastos no “miolo” da defesa, enquanto Mira e Paizo ocupam-se de fechar as laterais.
Entretanto, a julgar pelos ensaios feitos pelo seleccionador nas derradeiras sessões de treinos, Show deve ser o médio recuperador da equipa nacional. O jogador do 1º de Agosto vai estar mais virado para a contenção, embora jogue quase sempre curto para o centro, onde Herenilson assume a missão de verdadeiro “playmaker”, que vai fazer toda construção do caudal ofensivo da selecção.

Encostados aos flancos estarão Djalma Campos e Freddy. A ideia é permitir que desse modelo de posicionamento ofensivo surjam inúmeras bolas na área da Mauritânia para Gelson Dala conduzir para a direcção certa. O avançado do Rio Ave vai ser o jogador mais adiantado dos Palancas, à frente de Mateus Galiano ou Geraldo, igualmente no apoio ao ataque (Jornal dos Desportos)

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