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Bem-vindo Atualidade ONU está preocupada com reintegração económica das Farc

A reintegração económica de milhares de ex-guerrilheiros das Farc é “um tema de grave preocupação”, declarou nesta quarta-feira (10) ao Conselho de Segurança da ONU o chefe da missão de verificação do processo de paz na Colômbia, Jean Arnault.

Arnault pediu ao Congresso colombiano que aprove a prorrogação do subsídio mensal que os ex-guerrilheiros recebem ao votar o orçamento para 2019.

“A ampla maioria dos que participaram do processo de integração ainda não tem perspectivas económicas claras para além da remuneração mensal, que acabará no final de agosto do ano que vem”, afirmou em seu quarto relatório trimestral ao Conselho de Segurança.

O chefe da missão destacou que o projeto de orçamento do governo de Iván Duque para 2019 prevê manter o mesmo nível que no ano passado. “Esperamos que o Congresso aprove essa proposta”, declarou.

Segundo Arnault, é necessário vincular mais a reintegração ao desenvolvimento local, dar poder às autoridades locais e apelar ao setor privado, universidades e a outros atores que querem ajudar na reintegração de ex-guerrilheiros em longo prazo.

“O processo de reintegração económica está claramente atrasado atrás de outras dimensões”, concordou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em outro relatório ao Conselho.

Apenas 17 projetos foram aprovados, e, destes, somente dois têm financiamento atualmente, lamentou.

Arnault destacou avanços na participação política – oito dos 10 ex-rebeldes que receberam cadeiras no Congresso assumiram as suas responsabilidades -, mas também assinalou como uma grave inquietação a incerteza jurídica entre ex-rebeldes e o contínuo assassinato de líderes sociais.

O chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo, presente na reunião, mencionou a “má notícia” de que alguns ex-líderes das Farc tenham abandonado o processo de paz, e pediu que eles “não se extraviem mais uma vez pelo caminho da violência e ilegalidade”.

Assegurou que o novo governo compartilha a preocupação com o escasso avanço do programa de reintegração económica, e disse que uma “nova abordagem” será apresentada para acelerá-lo, embora não tenha dado detalhes.

Para o embaixador adjunto dos Estados Unidos na ONU, Jonathan Cohen, “o futuro do processo de paz depende da capacidade da Colômbia de gerir o fluxo maciço de venezuelanos” que fogem da crise no seu país.

“O povo e o governo colombianos responderam com muita generosidade ao milhão de venezuelanos que chegaram em busca de refúgio, comida e remédios ao seu país”, afirmou.

Os Estados Unidos desbloquearam “55 milhões de dólares em ajuda humanitária, mas, para os povos venezuelano e colombiano, não haverá alívio até que o regime venezuelano caia”, assegurou Cohen. (AFP)

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