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Angola promete ser modelo da nova cooperação com a China

Angola promete gastar bem os financiamentos contratados, e que vier a contratar, e ser modelo da nova cooperação que a China pretende desenvolver com o continente africano.

A garantia foi dada pelo Presidente João Lourenço ao homólogo chinês, Xi Jiping, e ao Primeiro-Ministro Li Keqiang. João Lourenço respondia assim à nova visão formulada pela China para a cooperação com Angola, as-sente no princípio da sustentabilidade dos projectos a serem financiados pelas instituições creditícias chinesas.

As autoridades dos dois países reconheceram que os fundos postos à disposição da cooperação bilateral poderiam ter sido melhor utilizados.

O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que foi um dos signatários do acordo sobre protecção recíproca de investimentos, garantiu trabalhar para tornar a cooperação “mais profícua e com um impacto mais visível e real na vida da população e na economia”.

“A relação do volume de fundos postos à nossa disposição, traduzidos hoje na dívida que temos para com a China, implicaria, em situação normal, resultados mais visíveis”, disse Manuel Augusto.

O ministro das Finanças, Archer Mangueira, afirmou que o financiamento de dois mil milhões de dólares assinado com o Banco de Desenvolvimento da China vai ser destinado a projectos de sectores como a Construção, Energia e Indústria, capazes de alavancar o sector produtivo, diversificar a economia e alterar a trajectória de endividamento público do país.

No encontro com o homólogo chinês, o Presidente angolano sugeriu a reactivação da Comissão Orientadora para a Cooperação Económica e Comercial, para acompanhar de forma efectiva todos os aspectos relacionados com a cooperação bilateral. A primeira reunião deve ocorrer no primeiro trimestre do próximo ano.

Investimentos nos diamantes

O Presidente angolano convidou os empresários chineses a investir nos diamantes, energias renováveis, fotovoltáica, eólica e térmica a partir de recursos sólidos. João Lourenço garantiu que as medidas adoptadas conferem maior confiança aos parceiros internacionais e tornam o ambiente de negócios em Angola mais atractivo e seguro.

Na indústria extractiva, João Lourenço pediu investimento na extracção de ouro, cobre, ferro, manganês, granitos, fosfatos, calcários, entre outros minerais.

A manifestação de abertura do Presidente angolano ocorre numa altura em que o país está a realizar o Plano Nacional de Geologia (Planageo), um trabalho de mapeamento do território para determinar a quantidade exacta, a localização e o tipo de recursos existente no subsolo angolano.

Iniciado em 2014, o Planageo está mais avançado na região Sul e Sudeste atribuída a um consórcio integrado pela empresa Impulso Industrial Alternativo, Instituto Geológico e Mineiro de Espanha e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia de Portugal.

Outros sectores são a indústria de processamento e transformação de alimentos, agricultura e agro-indústria, investimento no desenvolvimento de infra-estruturas de apoio ao turismo, indústria petroquímica, produção de adubos e fertilizantes, vacinas para gado, indústria de confecções de vestuário e fardas de trabalho, construção ou montagem de tractores agrícolas e respectivas alfaias e de camiões.

Tecnologias

As autoridades de Tianjin, a quinta cidade mais rica da China, manifestaram ontem a disponibilidade de estabelecer intercâmbios com cidades angolanas. Localizada a quase 120 quilómetros da capital Pequim, Tianjin alberga as principais indústrias de produtos petroquímicos, têxteis, automobilísticos, metalúrgicos e farmacêutico.

A cidade foi o último ponto da visita de Estado do Presidente angolano. João Lourenço revelou que o desafio é industrializar o país, dai procurar apoios na China, na segunda maior potência económica do mundo.
“Não queremos apenas cooperar entre países, mas também a nível local, estudar a possibilidade da geminação da cidade de Tianjin com uma cidade com potencial”, disse.

O administrador da cidade, Zheng Guo Qing, que recebeu a delegação do Chefe de Estado angolano, quer que Tianjin lidere a boa cooperação com Angola e a África em matérias de educação científica, indústria petroquímica e manufactureira e outras.

Uma das bandeiras da cooperação com Angola e a Sinohydro, que opera no país desde 2005, em instalações electrónicas e serviços urbanos. Foram 138 contratos assinados e uma facturação de 2,3 mil milhões de dólares. (Jornal de Angola)

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