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Plataformas ecuménicas contribuíram na proliferação de seitas no país

A constituição das plataformas ecuménicas, em 2015, para organizar o exercício religioso no país, contribuiu na proliferação de seitas, tendo lesado o princípio da liberdade de religião, crença e culto, previsto na Constituição da República.

A constatação foi feita hoje, terça-feira, na cidade do Huambo, por alguns líderes religiosos, entrevistados pela ANGOP, a propósito do Decreto Executivo Conjunto 01/2018, dos Ministérios do Interior, da Administração do Território e Reforma do Estado, da Justiça e Direitos Humanos e da Cultura, que revoga a circular Nº 228/15, de 25 de Junho, do ministro da Justiça, sobre as plataformas ecuménicas.

O padre Daniel Nogueira considera oportuna a decisão do Governo, ao admitir que as plataformas ecuménicas estavam a ser utilizadas para extorquir e enganar os menos favorecidos através de interpretações erróneas da palavra de Deus.

Segundo o religioso, as seitas religiosas inscritas nas plataformas não tinham um objectivo social claro, criaram uma fragmentação social, onde cada grupo tem a sua visão, com anti-valores que assim consideram e do ponto de vista da governação representam um risco porque dividem as famílias.

Já o pastor Martinho Sequesseque, da Convenção Baptista de Angola, disse que a medida, embora tardia, vai permitir colocar ordem no exercício religioso, evitando que cidadãos sem instrução teológica continuem a explorar outros cidadãos, em nome de Deus.

Na sua visão, a constituição das plataformas favoreceu a mercantilização da palavra de Deus em Angola e a imigração ilegal, além de ter provocado danos às famílias, com acusações de feitiçaria, promessas falsas de prosperidade material e cura de doenças.

Por sua vez, o pastor Tarcísio Pedro Tchocombongue, da Igreja Congregacional em Angola, afirmou que as plataformas ecuménicas não cumpriram com os princípios que motivaram a sua criação.

Como consequência, disse, as mesmas eram usadas para derrubar a moral e a ordem pública, até mesmo para ultraje às autoridades governamentais, promovendo o desacato às leis e outras práticas socialmente condenadas.

O Decreto Executivo Conjunto dos Ministérios do Interior, da Administração do Território e Reforma do Estado, da Justiça e Direitos Humanos e da Cultura revoga assim a Circular nº 228/15, de 25 de Junho, do ministro da Justiça, sobre as plataformas ecuménicas.

Para organizar o exercício religioso haviam sido criadas, em 2015, seis plataformas ecuménicas, nomeadamente o Conselho de Reavivamento em Angola (CIRA), União das Igrejas do Espírito Santo (UIESA), o Fórum Cristão Angolano (FCA), a Aliança das Igrejas Africanas (AIA), a Igreja de Coligação Cristã (ICCA) e a Convenção Nacional de Igrejas Cristãs em Angola (CONICA). (Angop)

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