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Angola e a China marcam um novo quadro económico

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Autoridades angolanas e da República Popular da China assinam hoje, em Pequim, três acordos, entre os quais um para evitar a dupla tributação e outro sobre cooperação económica e técnica, além de um memorando de entendimento sobre recursos humanos, em cerimónia a ser testemunhada pelos Presidentes dos dois países, João Lourenço e Xi Jiping.

Desde ontem em Pequim, para a sua primeira visita de Estado à China, o Presidente João Lourenço testemunha igualmente, com o seu homólogo Xi Jiping, a assinatura do acordo sobre uma linha de crédito entre o Banco de Desenvolvimento da China e o Ministério das Finanças de Angola.

A visita de João Lourenço à China e os acordos a serem assinados amanhã são vistos como “prova da urgência e importância” que o Presidente angolano deposita nas questões de investimento para colocar a economia angolana a crescer, a criar postos de trabalho e produzir bens para satisfazer as necessidades internas e, depois, para exportar.

A visão é reforçada com o facto de João Lourenço ser o primeiro Chefe de Estado africano a regressar a Pequim um mês depois do Fórum de Cooperação China-África (Focac), que juntou o Presidente Xi Jiping, os líderes africanos e o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, para avaliar novos rumos para a cooperação e desenvolvimento do continente e do gigante asiático.

Ao lançar a cimeira, a China anunciou um pacote de 60 mil milhões de dólares para cooperar com África. Sem perder tempo, na altura, o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, revelou negociações entre as autoridades angolanas e chinesas para definir um novo quadro geral de cooperação financeira.

O argumento era reforçado com a presença, pela segunda vez, num espaço de um mês, do ministro das Finanças, Archer Mangueira. Algumas fontes chegaram a dar como certas negociações para um empréstimo de 11 mil milhões de dólares, para financiar vários projectos, principalmente de estradas e energia. O valor real negociado deve ser revelado amanhã, quando for assinado o acordo sobre a linha de crédito do Banco de Desenvolvimento da China. Esta nova facilidade de financiamento surge numa altura em que o acumulado da dívida (stock) com a China está calculado em cerca de 23 mil milhões de dólares. (Jornal de Angola)

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