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Tensão em Itália com juros a subirem para máximos de quatro anos

Juros da dívida italiana sobem para o valor mais elevado desde 2014 e o risco agrava-se. Itália está a desafiar Bruxelas em relação ao orçamento para os próximos anos. Investidores pouco confiantes.

Itália volta a estar no centro das atenções dos mercados esta segunda-feira, depois de a União Europeia ter reiterado a sua preocupação com as intenções do Governo italiano em relação ao orçamento. Os juros da dívida estão em escalada há várias sessões e atingem máximos de mais de quatro anos. E a pressão sente-se também na bolsa, com o principal índice do país a recuar mais de 1% com a banca a ceder terreno.

A Comissão Europeia voltou a manifestar-se hoje bastante preocupada com os planos orçamentais para os próximos três anos, isto porque vão contra os compromissos assumidos em julho. A resposta de Roma foi desafiadora no passado sábado: o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini disse que não iria ceder face ao que propõe e até dia 15 deverá submeter a sua proposta orçamental a Bruxelas.

Neste clima de confrontação, os investidores revelam pouco apetite pelo risco no que toca a investimentos italianos. A yield das obrigações do Tesouro a 10 anos sobe mais de dez pontos base para 3,52%, o nível mais elevado desde o início de 2014. Também a diferença dos juros italianos com os juros alemães, uma medida do risco de Itália percecionado pelos investidores, agravava-se para 294 pontos base, muito perto da barreira psicológica dos 300 pontos.

“Estamos um pouco surpreendidos com a dimensão da reação dos mercados obrigacionistas, mas parece que o mercado está a saltar para a conclusão de que a Comissão vai adotar uma abordagem dura quando Itália submeter o seu orçamento”, refere Antoine Bouvet, da Mizuho.

Numa carta conjunta do comissário Pierre Moscovici e vice-presidente Valdis Dombrovskis, foi transmitido ao ministro da Economia italiano, Giovani Tria, que a Comissão Europeia considera que a proposta orçamental de Itália representa um desvio significativo face ao caminho de convergência, o que é “uma séria preocupação”.

No mercado acionista, num dia de perdas na Europa, a praça de Milão destacava-se com uma queda de 1,43%. Os bancos italianos Unicredit e Intesa Sanpaolo cediam mais de 2,5%.

Por cá, o BCP também é castigado pela pressão vendedora que atinge a banca europeia. O banco perdeu 300 milhões de euros em valor de mercado na semana passada e as ações continuam em queda esta segunda-feira, seguindo em baixa de 1,54% para 0,23 euros. (Economia Online)

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