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Líder da PJ Militar empurra encenação de Tancos para subalternos

Coronel Luís Vieira, atualmente em prisão preventiva, terá garantido nada saber do serviço operacional, “empurrando” caso para subalternos.

O ex-diretor-geral da Polícia Judiciária Militar (PJM), colocado em prisão preventiva no âmbito da investigação da recuperação das armas furtadas em Tancos, negou qualquer envolvimento numa encenação e remeteu para os subalternos a responsabilidade de um eventual encobrimento dos autores do crime.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, o coronel Luís Vieira garantiu, durante os interrogatórios, que não estava a par da parte operacional da PJM. O diretor-geral terá assegurado que se limitava a ser um gestor, sem intervenção direta no dia a dia das operações.

O coronel terá ainda afirmado ser um dirigente que não está a par da parte operacional da PJM, assegurando que se limitava a ser um gestor, sem intervenção direta no dia a dia das operações e investigações.

Apontou um outro oficial, que não é arguido no processo, e o major Vasco Brazão, entretanto colocado em prisão domiciliária, como sendo os verdadeiros “operacionais” da PJM.

Recorde-se que Vieira foi detido juntamente com os majores Brazão, Pinto da Costa, os sargentos Carvalho e Mota, além de três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé e ainda João Paulino, um ex-fuzileiro suspeito de ter participado no assalto a Tancos, atualmente em prisão preventiva.

O arsenal, furtado em junho de 2017, foi recuperado na Chamusca, a cerca de 20 quilómetros das instalações militares de Tancos.

Nessa altura, foram dois elementos da PJM e três investigadores da GNR que encontraram as caixas de armamento, junto de uma linha de água, depois de terem sido informados da localização, através de Paulino. No entanto, conforme já noticiado, Luís Vieira terá estado presente no local da operação.

Antes, foi recebida uma suposta chamada anónima no piquete da PJM a indicar o local das armas. Foi depois de saber da misteriosa chamada que a PJ civil começou a desconfiar da encenação.

Pedido de colaboração

Os militares da PJM entendiam, desde o desaparecimento do armamento, que a Polícia civil não deveria ser chamada a investigar o crime, perpetrado em instalações e tendo como alvo armas do Exército. Porém, o inquérito tinha sido atribuído pelo Ministério Público à Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ.

Quando a PJM obteve informação de que um dos envolvidos no furto era residente no Algarve, pediu a colaboração dos investigadores da GNR de Loulé, que conheciam o indivíduo em causa.

Num primeiro tempo, tudo não terá passado de uma troca de informação informal sobre suspeitos, mas, sabe o JN, a PJM acabaria por enviar à GNR um pedido formal de colaboração, para que os elementos do NIC se deslocassem à zona Centro do país. O pedido, tal como é habitual, não pormenorizava o teor da investigação. (Jornal de Notícias)

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