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Ministro defende mais investimento para agro-indústria

O ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Alexandre Nhunga, defendeu hoje, no Huambo, mais investimento para o sector agro-industrial, visando a instalação de unidades de processamento e transformação.

A primazia deverá recair para às unidades de transformação de farinhas de milho e de trigo, óleo alimentar e de carne diversa, tendo em conta a redução das importações, explicou o governante em declarações à imprensa no final de uma visita de trabalho ao planalto central.

Afirmou que é necessário que o sector privado esteja à altura de criar parcerias com investidores estrangeiros, sobretudo, quanto ao apoio técnico especializado, para a produção em quantidade e em qualidade.

Marcos Alexandre Nhunga argumentou que a instalação de unidades fabris nas zonas de produção vai reduzir o custo das importações de alimentos e melhorar a qualidade de vida de muitas famílias, com a criação de mais postos de trabalho.

Na vertente agrícola, o ministro disse ser fundamental que se aposte mais nas moageiras, para transformação do milho, visto que o cultivo deste cereal, na campanha agrícola 2017/2018, tornou o país auto-suficiente em termos de capacidade para produção da farinha de milho.

No âmbito da campanha agrícola 2018/2019, o governante informou que para província do Huambo estão disponíveis perto de 10 mil toneladas de fertilizantes, contra as cinco mil da época anterior, cinco mil de sementes diversas, além do massango e da massambala, 10 mil charruas para tracção animal, entre outros meios indispensáveis para o incentivo à produção.

Nesta perspectiva, o ministro da Agricultura e Floresta disse esperar uma excelente campanha agrícola, depois de ter orientado os responsáveis dos gabinetes locais do sector e aos técnicos da estrutura central, para colocarem todos os meios agrícolas à disposição dos camponeses, visando a diversificação da produção nacional que se pretende.

Marcos Alexandre Nhunga disse, também, ser importante que se faça um levantamento da real capacidade produtiva do país, porquanto não se pode importar um produto ou vegetais, de forma particular, enquanto localmente se produz em grande quantidade.

Quanto à pecuária, o ministro referiu que a captação de investimentos e o incentivo aos produtores de suinicultura e avicultura deve ser prioridade, para evitar a importação de carne, com gastos anuais de, aproximadamente, 60 milhões de dólares norte-americano, numa altura em que o país apresenta um grande défice de produção de carne.

“Fiquei satisfeito com o projecto de produção de suínos, na comuna da Calima, com um total de 700 porcos e com uma capacidade para receber mais de 1500 cabeças, iniciativa que, a par das que estão a ser realizadas nas províncias do Cuanza Sul e Moxico, vai contribuir para redução das importações da carne”, enfatizou.

Durante a sua estada na província do Huambo, o ministro da Agricultura e Florestas constatou as condições dos armazéns do Instituto de Desenvolvimento Agrário, na cidade do Huambo, a fazenda de produção de suínos, na comuna da Calima, e a de produção e multiplicação de sementes de batata-rena e milho, na comuna do Lépi, município do Longonjo. (Angop)

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