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China/Angola: Trinta e cinco anos de relações

Desde 2002, altura em que o país se via livre da guerra civil, a República Popular da China “marcou terreno” como um dos principais parceiros económicos de Angola. Em 16 anos, tornou-se o maior financiador estrangeiro de infra-estruturas angolanas.

Apesar de os dois Estados estabelecerem relações diplomáticas desde 1983, apenas em 2002 o “gigante asiático” disponibilizou a sua primeira linha de crédito, estendendo as mãos a um país que precisava de assegurar a reconstrução.

Até ao ano de 2018, estima-se que a China tenha assegurado 23 mil milhões de dólares, fundamentais para a materialização dos maiores projectos de infraestruturas do país.

Os números apontam que, desde o ano 2000, altura da realização da primeira conferência do Fórum de Cooperação entre China e África, aquele país da Ásia concluiu 465 milhões nos projectos oficiais de financiamento ao desenvolvimento em Angola.

Isso incluiu um empréstimo de 90 milhões do Banco de Exportações e Importações da China, para a reabilitação do Caminho de Ferro de Luanda e para a construção de uma linha de distribuição de electricidade de 45 quilómetros, entre Quifangondo e Mabubas.

Angola também recebeu uma linha de crédito de mil milhões do Banco de Exportações e Importações da China para reparar a infra-estrutura do país.

Fruto do investimento chinês, o país marcou passos significativos no domínio da construção, que registou um incremento anual de 17,5 por cento, entre 2008 e 2017, de acordo com dados avançados pela consultora internacional Fitch Solutions.

Segundo dados, do total do financiamento chinês constam 6,4 mil milhões de dólares investidos no novo Aeroporto Internacional de Luanda, ainda em construção.

Dos cofres chineses saíram ainda “4,5 mil milhões de dólares para o projecto da central hidroelétrica de Caculo Cabaça e para a reconstrução dos Caminhos de Ferro de Benguela, orçados em 1,8 mil milhões de dólares”, de acordo com analistas estrangeiros.

Petróleo – a moeda de troca

Dados das autoridades chinesas, avançados em Janeiro último, apontam que “os resultados da cooperação entre a China e Angola são frutíferos”.

Actualmente, a China é o maior parceiro comercial de Angola, que se tornou o seu segundo maior parceiro comercial e o maior fornecedor de petróleo da China em África.

Os números revelam que Angola tem sido um dos principais beneficiários de investimento da China, nos últimos anos.

A dívida do país é paga por via do petróleo, devido ao interesse chinês em diversificar o acesso a matérias-primas como o crude, e, de acordo com analistas estrangeiros, “pela facilidade que Angola tem em pagar em petróleo”, em substituição de divisas.

Números oficiosos apontam que, “no ano passado (2017), 43 por cento das exportações de Angola foram para a China, que se tornou o terceiro maior destino das exportações angolanas, a seguir à Rússia e à Arábia Saudita”.

A esse respeito, a consultora Fitch Solutions prevê que o apoio chinês à África, e a Angola em particular, deverá acentuar-se, devido às dificuldades de financiamento que os países africanos enfrentam, face aos altos níveis de dívida pública a que se sujeitaram, no seguimento da descida dos preços das matérias-primas, desde 2014″.

China por dentro

A China possui, actualmente, uma das economias mais “robustas” no mundo, apesar de ter registado uma desaceleração nos últimos anos.

A sua média de crescimento económico, nos últimos anos, é de quase 7,5 porcento, uma taxa superior a das maiores economias mundiais.

O Produto Interno Bruto da China atingiu, em valores correntes, USD 12 triliões (82,7 triliões de iuanes) em 2017 (com crescimento de 6,9 por cento).

Fruto desses números, tornou-se a segunda maior economia do mundo, apenas atrás dos Estados Unidos da América, representando, actualmente, cerca de 15 por cento da economia mundial.

A China está entre os maiores produtores mundiais de alimentos, com 513 milhões de suínos, e 465 milhões de toneladas de grãos. É o maior produtor mundial de milho e arroz.

Com uma agricultura mecanizada que gera excelentes resultados de produtividade, a China é um dos maiores importadores mundiais de matéria-prima.

Só em 2017, com o crescimento do PIB em 6,9 por cento, a economia daquele país demonstrou que está a conseguir recuperar-se lentamente do abalo da crise económica mundial (iniciada em 2008). Desta forma, está a conseguir manter o seu crescimento num patamar elevado em comparação às outras grandes economias do mundo.

No mesm ano, a balança comercial chinesa foi positiva (superávit) em USD 410 biliões, com exportações de US$ 2,204 triliões e importações de USD 1,794 trilião.

Em relação a 2016, as exportações aumentaram 10,8 por cento e as importações aumentaram 20 por cento.

A dívida pública do país é 47,6 por cento do PIB (em 2017), o déficit público (percentagem do PIB) 18,6% (em 2017), a dívida externa USD 1,649 trilião (em 2017 – estimativa), a Inflação 1,8% (em outubro de 2017), a Taxa de Juros 2,55% ao ano (em março de 2018) e o Impostos e taxas 22,4 por cento do PIB (em 2017). (Angop)

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