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Democratas criticam relatório “incompleto” do FBI sobre juiz Kavanaugh

Os senadores democratas classificaram hoje como “incompleto” o relatório do FBI sobre as alegações de conduta sexual imprópria contra o candidato ao Supremo Tribunal norte-americano Brett Kavanaugh, acusando a Casa Branca de uma eventual restrição da investigação.

O relatório confidencial elaborado pela polícia federal norte-americana (FBI), entregue hoje de madrugada no Senado (câmara alta do Congresso norte-americano), é “o resultado de uma investigação incompleta”, afirmou a senadora e líder da minoria democrata no Comité Judicial do Senado, Dianne Feinstein, numa conferência de imprensa.

A senadora californiana referiu que a parte mais notável do documento “é o que não está lá”, reforçando que o relatório é “muito limitado”.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, também reagiu ao documento e apontou duras críticas à Casa Branca.

“Pedimos que as directivas transmitidas ao FBI pela Casa Branca (…) sejam tornadas públicas porque acreditamos que elas restringiram fortemente a investigação”, declarou Chuck Schumer.

O relatório do FBI sobre a investigação adicional sobre os alegados abusos sexuais cometidos pelo juiz Brett Kavanaugh começou hoje de manhã a ser analisado pelos senadores norte-americanos.

Apenas os senadores e um número limitado de assessores têm acesso autorizado ao relatório, que pode ser consultado numa sala segura no complexo do Capitólio (sede do Congresso norte-americano).

Os senadores estão impedidos de revelar o conteúdo do documento.

Do lado dos republicanos, o presidente do Comité Judicial do Senado, o senador Chuck Grassley, disse que o FBI não conseguiu encontrar pessoas que pudessem “provar qualquer das alegações” de conduta sexual imprópria contra Kavanaugh.

E referiu que chegou o momento de votar a confirmação de Kavanaugh, classificando o juiz federal como “um dos candidatos mais qualificados que alguma vez compareceu diante do Senado”.

Brett Kavanaugh, um juiz conservador de 53 anos que foi apontado em Julho passado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para ocupar um lugar na mais alta instância judicial norte-americana, nega todas as acusações.

O juiz está a ser acusado publicamente de conduta sexual imprópria por pelo menos três mulheres.

A primeira a acusá-lo foi Christine Blasey Ford, que, há uma semana, esteve no Senado para explicar sua versão dos acontecimentos, que teriam ocorrido numa festa em 1982.

Na passada sexta-feira, e após várias audiências, o Comité Judicial do Senado aprovou a recomendação do nome de Brett Kavanaugh.

Os 11 membros republicanos que compõem o comité votaram a favor da recomendação da confirmação de Kavanaugh no Senado. Os restantes elementos do comité, dez democratas, opuseram-se.

Posteriormente, e perante as dúvidas levantadas no Comité Judicial do Senado por alguns senadores, incluindo o republicano Jeff Flake, o Presidente Trump ordenou uma investigação adicional do FBI às alegações contra Kavanaugh, o que adiou por uma semana a votação em plenário.

Na noite de quarta-feira, horas antes da entrega do relatório do FBI, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, reafirmou a intenção de avançar para uma primeira votação da confirmação em plenário na sexta-feira (dia 05 de Outubro).

O Senado, segundo a Constituição norte-americana, é o órgão responsável pela confirmação dos elementos que compõem o Supremo Tribunal, a mais alta instância judicial norte-americana que desempenha um papel fundamental no debate dos temas mais importantes da sociedade dos Estados Unidos, como o direito ao aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo ou a regulamentação das armas de fogo.

Actualmente, os republicanos detêm uma estreita maioria no Senado, 51 lugares contra os 49 dos democratas.

Os democratas pediram que o FBI fizesse uma apresentação do documento ao Senado antes da votação em plenário, o que foi recusado pela maioria republicana. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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