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Jornalista saudita crítico de Riad é dado como desaparecido em Istambul

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Um jornalista saudita crítico com o poder em Riad foi dado como desaparecido pela sua namorada, nesta quarta-feira (3), 24 horas após ter entrado no consulado de seu país em Istambul, onde ainda permanece, de acordo com o governo turco.

Redator de artigos de opinião para o Washington Post em particular, Jamal Khashoggi, de 59 anos, não foi visto desde que entrou no consulado na terça-feira por volta de 13h00 GMT (07h00 de Brasília).

“Segundo a informação que temos, o indivíduo em questão, que é saudita, está no consulado”, declarou Ibrahim Kalin à imprensa.

Além disso, assinalou que o Ministério das Relações Exteriores e a polícia turcos “acompanham este caso” e que estão em contato com as autoridades do seu país e os funcionários sauditas.

Já as autoridades sauditas garantiram que Khashoggi desapareceu após ter deixado o consulado em Istambul.

O consulado geral da Arábia Saudita em Istambul “realiza os procedimentos de acompanhamento e coordenação com as autoridades locais turcas para descobrir as circunstâncias do desaparecimento de Jamal Khashoggi após deixar o prédio do consulado”, informa a agência oficial de notícias SPA.

O desaparecimento de Khashoggi foi denunciado nesta quarta mais cedo pelo editor-chefe da coluna de opinião do Washington Post, Eli López.

“Estamos monitorando a situação de perto, tentando obter mais informação. Seria injusto se tiver sido detido por seu trabalho como jornalista e comentarista”, disse em comunicado.

A namorada turca de Khashoggi acampava desde a manhã desta quarta diante do consulado saudita em Istambul para conseguir notícias suas.

“Não tenho notícias suas desde às 13h00 de ontem, queremos saber onde ele está”, declarou à AFP a sua namorada, Hatice A., que não quis dar o seu sobrenome.

“Queremos vê-lo sair são e salvo”, acrescentou.

Um amigo de Khashoggi, Turan Kislakçi, diretor de uma associação turco-árabe de jornalistas, assinalou que entrou em contato com as autoridades turcas e que lhe afirmaram que estão “acompanhando o caso de perto”.

“Estamos certos de que Jamal está detido no interior, a menos que o consulado tenha um túnel”, afirmou à AFP. (AFP)

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