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Preparação da FNLA para as autarquias está comprometida

As disputas em torno da liderança da FNLA estão a comprometer a preparação do partido nas primeiras eleições autárquicas no país, previstas para 2020, admitiu ontem o secretário provincial no Cuanza-Norte, Fernando Caculo Manuel.

O político, que falava à Angop sobre a actual situação na FNLA, disse que muitos dirigentes e militantes do partido, ao invés de focarem as suas acções na preparação das eleições autárquicas, fomentam a intriga, calúnias e difamações, distraindo dessa forma o líder do partido, Lucas Ngonda.

Para Fernando Caculo, essa “atitude incorrecta” de alguns militantes está a deixar o partido estático, fragilizando as suas estruturas. Considerou que a dinâmica do país e do mundo e o tempo de existência da FNLA seriam elementos suficientes para o amadurecimento político do partido fundado por Holden Roberto.

Apesar desse contratempo, Fernando Caculo referiu que a FNLA está a mobilizar os seus militantes na província, no sentido de consciencializarem-se sobre a importância das autarquias e participarem activamente no processo.
Relativamente ao presidente da FNLA, que sofre uma contestação interna cada vez mais acentuada, o secretário provincial no Cuanza-Norte considerou que Lucas Ngonda é “um homem corajoso” que implementou reformas que permitiram a democratização e coesão do partido.

Na sua óptica, essa abertura provocou aquilo a que chamou de “excessiva e desacompanhada democracia”, que está na origem do desrespeito e falta de cortesia ao líder e outros membros do partido. Fernando Caculo repudiou a atitude de alguns militantes que colocaram os idosos da FNLA em rebelião contra o presidente do partido legitimamente eleito.

O político sublinhou que a FNLA é um “projecto de sociedade” com estatutos e regulamentos próprios e exortou o Tribunal Constitucional (TC) a pronunciar-se sobre a legalidade ou não do último congresso extraordinário do partido, realizado em Maio, na província do Huambo, sob orientação do presidente Lucas Ngonda.

Para si, o silêncio do TC tem estado a alimentar a esperança daqueles que considerou de “assaltantes” da liderança da FNLA. (Jornal de Angola)

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