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Costa quer concentrar aumentos nos salários mais baixos da função pública

O primeiro-ministro afirmou hoje que em janeiro 98% das pensões serão atualizadas e defendeu que a margem financeira disponível em 2019 para aumentos de salários na função pública deverá ser concentrada nos vencimentos mais baixos.

Estas posições foram assumidas por António Costa em entrevista à TVI, em São Bento, depois de questionado sobre aumentos de pensões e de salários na administração pública no próximo ano.

Em matéria de pensões, o primeiro-ministro disse que no próximo ano “68% das famílias terão um aumento de 0,5% acima da inflação já em janeiro”.

“Vamos ter 98% das pensões a serem atualizadas já em janeiro, o que torna o quadro bastante distinto face há dois anos – um ano em que foi necessário criar um aumento extraordinário”, declarou, ressalvando, contudo, que esta “é ainda uma matéria em negociação”.

Questionado sobre se haverá um aumento do salário base dos trabalhadores da administração pública em 2019, António Costa referiu que o seu executivo irá “tão longe quanto for possível”, observando, depois, que, neste momento, se está em fase de negociação sindical.

“Entendo que teria maior eficácia concentrar a margem financeira que existe em quem mais precisa e onde a diferença é maior do que disseminar de uma forma igualitária por todos, beneficiando todos pouco. Em alguns vencimentos, nos mais altos, essa diferença não fará a diferença”, alegou o primeiro-ministro.

Nestes pontos referentes a salários e pensões, ao longo da entrevista, o primeiro-ministro começou sempre por salientar a importância do princípio de “contas rigorosas” e invocou o efeito de acumulação de despesa resultante de medidas tomadas pelo seu executivo nos orçamentos de 2016, 2017 e 2018.

Segundo António Costa, se nada for feito de novo em 2019, mesmo assim, em resultado das medidas tomadas nos três anteriores orçamentos, “o valor da despesa em prestações sociais aumentará em 1.100 milhões de euros, entre pensões”.

“O mesmo em relação à função pública, se não houvesse nenhuma atualização dos vencimentos dos funcionários públicos só o conjunto das medidas do passado, designadamente o descongelamento de carreiras, implicam um aumento da despesa em 3,1% com a administração pública” alegou. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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