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Fretilin, na oposição em Timor-Leste, critica instrumentalização dos órgãos de soberania

O maior partido timorense, a Fretilin, atualmente na oposição criticou este domingo o que diz ser a “instrumentalização dos órgãos de soberania pelo poder informal”, apelando aos líderes nacionais para “se unirem na libertação do povo”.

Esta foi uma das recomendações que saiu do retiro político de dois dias que dirigentes, quadros superiores e militantes da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) mantiveram este fim de semana em Viqueque, sudeste de Díli.

Em comunicado assinado pelo secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, e enviado à Lusa, o partido deixa várias recomendações depois de um debate centrado no tema: “Ampliar a inclusão para reforçar a democracia.”

No contexto de tensão política que tem marcado Timor-Leste no último ano, a Fretilin explica ter analisado questões como “os fundamentos da legitimidade democrática num sistema multipartidário” e o “contínuo diferendo entre os líderes da libertação da pátria”.

Os participantes no encontro “rejeitam ardentemente a instrumentalização dos órgãos de soberania pelo poder informal, pondo em causa a integridade das instituições do Estado, o processo de construção do Estado e o reforço a democracia no país”, refere o comunicado.

O texto alude a algumas das polémicas recentes, incluindo críticas à ação do Presidente da República – que ainda é presidente da Fretilin -, considerando que as suas posições “assumidas (…) na gestão dos assuntos do Estado são uma forma educativa de toda a sociedade e, em particular, da classe política”.

Refere-se ainda ao polémico relatório da Câmara de Contas sobre a Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA) – presidida por Mari Alkatiri – que aponta várias irregularidades, e que, para a Fretilin, “é utilizado para fins políticos”.

Motivo pelo qual o partido “alerta os órgãos de soberania competentes para as tentativas de instrumentalização dos órgãos judiciais para interesses partidários ou de grupos”, refere ainda o comunicado.

Num quadro de tensão entre os principais líderes históricos do país, os partidos no retiro “apelam aos líderes da libertação da pátria para se unirem na libertação do povo” e para “virarem a página rumo a um novo clima político”.

“É tempo de reunir as diferenças, é tempo de cerrarmos as fileiras, é tempo de apostar na excelência para o desenvolvimento sustentável de Timor-Leste, é tempo de ampliarmos a inclusão para reforçar a democracia e, em suma, é tempo de sermos ‘um por todos e todos por um’”, refere o texto.

O mote ‘um por todos e todos por um’ foi o lema do VI Governo, liderado por um dirigente da Fretilin, Rui Maria de Araújo, mas apoiado por uma coligação liderada pelo Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão.

O Retiro Nacional de Viqueque contou com a presença dos dirigentes dos órgãos nacionais e subnacionais do partido, as organizações filiadas, sociais e profissionais e ainda dirigentes e militantes dos “aliados”, nomeadamente o PD e o PUDD.

A reunião analisou o desempenho do partido nas eleições legislativas de 2017 e a eleição antecipada de 2018, deixando várias recomendações à Comissão Política Nacional e ao Comité Central.

Além da necessidade de “formação político-patriótica dos militantes e quadros do partido”, o retiro recomendou a “reorganização das estruturas” partidárias e aumentar o contacto com o eleitorado, especialmente os jovens.

“Envolvimento dos militantes em atividades produtivas, com vista a melhorar as fontes de rendimento do agregado familiar” e “manter a postura de diálogo tendo em vista ampliar a inclusão para reforçar a democracia” foram outras recomendações. O Retiro Nacional conclui-se com uma cerimónia comemorativa do 44º aniversário da Fretilin. (Observador)

por Lusa

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