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Milhares protestaram contra Bolsonaro nas duas maiores cidades do Brasil

Milhares de pessoas manifestaram-se no sábado nas duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, contra o candidato que lidera as eleições presidenciais do país, Jair Bolsonaro.

Promovidos por grupos de mulheres nas redes sociais em setembro juntamente com a campanha “EleNão”, os protestos tiveram a adesão de grupos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero), negros, movimentos sociais, artistas e militantes de partidos políticos.

A polícia militar informou que não faria uma estimativa de manifestantes em São Paulo, enquanto os organizadores disseram que reuniram 500 mil pessoas no largo da Batata e durante uma caminhada até a Avenida Paulista, zona que é tradicionalmente palco de grandes manifestações na cidade.

No Rio de Janeiro não foi divulgada também uma estimativa oficial do número de manifestantes. Os grupos feministas que organizaram o protesto no centro da cidade, nas proximidades da Cinelândia, disseram que se registou uma adesão de 200 mil participantes.

Os protestos contra o candidato de extrema-direita também se realizaram em outras 60 cidades do Brasil e em outros países, incluindo em Portugal, na capital, Lisboa, não existindo relatos de incidentes violentos em nenhuma das manifestações promovidas contra a candidatura de Jair Bolsonaro.

Em resposta ao movimento, apoiantes do candidato também realizaram eventos de apoio em 27 cidades brasileiras.

Candidato à Presidência do Brasil pelo Partido Social Liberal (PSL), Bolsonaro tem despertado a oposição de parte da sociedade brasileira que alega que este adoptou, ao longo de sua carreira, discursos e posturas de cunho machista, homofóbico, racista, contra minorias e a favor do uso da violência indiscriminada para combater a criminalidade.

Bolsonaro lidera a corrida eleitoral com 28% das intenções de votos uma semana antes da primeira volta da eleição presidencial que acontecerá no dia 7 de Outubro, mas é também o candidato com maior rejeição entre os eleitores.

Segundo a última sondagem divulgada pelo Instituto Datafolha, na sexta-feira, 46% dos brasileiros disseram que não votariam em Bolsonaro de maneira nenhuma. Esta oposição chega a atingir 52% entre as mulheres, que representam a maioria do eleitorado no Brasil.

A alta taxa de rejeição das mulheres em relação Bolsonaro, cujo voto pode ser a chave nas eleições, tem sido usada como uma arma pelos seus adversários.

Por outro lado, o candidato tem tentado moderar seu discurso, alegando que as declarações que fez sobre o papel das mulheres na sociedade brasileira foram mal interpretadas.

No mesmo dia em que milhares de brasileiros organizaram protestos para defender e atacar a candidatura de Bolsonaro, o candidato recebeu alta do hospital Albert Einstein, na cidade de São Paulo, onde recuperava de um atentado que sofreu no dia 06 de setembro, durante um comício. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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