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PGR? “Agentes políticos é que degradam imagem das instituições”

Manuela Ferreira Leite criticou a ministra mas também os partidos pelo que caracteriza como “politização” de um cargo institucional.

O fim do mandato de Joana Marques Vidal, que será substituída por Lucília Gago na Procuradoria-Geral da República (PGR), foi tema em destaque no espaço de comentário semanal de Manuela Ferreira Leite na antena da TVI24.

Para a antiga governante, há algo que a incomodou particularmente neste tema: “Não concordo que a nomeação de um lugar institucional, como é o caso da PGR, tenha sido discutida durante não sei quanto tempo na praça pública, tenha sido politizado (…) e, pior, que tenha sido partidarizado”

“A partidarização foi ao ponto que acho inqualificável de a ministra da Justiça ter recebido partido a partido, a perguntar a opinião”.

Questionada sobre se fariam sentido tais audições, Manuela Ferreira Leite foi perentória: “nenhum”, respondeu, acrescentando que acha “inconcebível” a forma como processo se desenrolou por parte da classe política. “E depois querem que as pessoas que tenham respeito pelos políticos, e que estejamos todos muito interessados na vida política, quando são os próprios agentes políticos que degradam a imagem das instituições”. O resultado, resumiu pedindo desculpa pela escolha as palavras, foi “uma fantochada”, ainda para mais quando “a escolha estava feita e mesmo assim a ministra foi consultar os partidos”.

“A ministra da Justiça não se importou de desempenhar um papel que significava a partidarização da nomeação nem se importou de levar os partidos a fazerem uma figura que era escusada”, acrescentou.

Manuela Ferreira Leite não poupou a classe política a críticas sobre esta matéria. Já Marcelo Rebelo de Sousa, na condição de presidente da República, e a procuradora Joana Marques Vidal mereceram elogios por não se terem pronunciado sobre o tema.

Em jeito de finalização sobre o tema, a antiga ministra explicou ainda a razão pela qual a politização desta matéria foi prejudicial para a própria PGR.

“A PGR é um lugar institucional que todos devemos respeitar. Se cada um diz o que interessa dá a sensação que se olha para a PGR como algo que tem tendências políticas, de acordo com interesses políticos, o que é uma situação desagradável para a própria pessoa que é nomeada”. (Notícias ao Minuto)

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