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Merkel, Macron, Putin e Erdogan preparam cimeira para discutir Síria

Alemanha, França, Rússia e Turquia estão a preparar para outubro uma cimeira para discutir o conflito na Síria, anunciou hoje a chanceler alemã, Angela Merkel.

“Estamos de acordo para uma reunião a quatro com o Presidente turco (Recep Tayyip Erdogan), o Presidente russo (Vladimir Putin), o Presidente francês (Emmanuel Macron) e eu própria, porque a situação ainda é frágil. Pretendemos que a cimeira ocorra em outubro”, declarou a líder alemã, numa conferência de imprensa conjunta com o chefe de Estado turco, que está desde quinta-feira em Berlim, numa visita à Alemanha que se prolonga até sábado.

Merkel indicou ainda que o encontro irá abordar a situação na província de Idlib (no noroeste da Síria e que faz fronteira com a Turquia), o último bastião da oposição síria e contra o qual as forças governamentais, apoiadas por Moscovo, preparam uma grande e iminente ofensiva.

A Turquia, um tradicional patrocinador dos rebeldes sírios, e a Rússia, forte aliado do regime de Damasco liderado pelo Presidente sírio Bashar al-Assad, acordaram recentemente criar em meados de outubro uma zona desmilitarizada naquela província para evitar uma crise humanitária e a fuga potencial de centenas de milhares de refugiados para a Turquia e até mesmo para a Europa.

Durante o verão, o Presidente turco chegou a afirmar que uma cimeira com a presença destes mesmos quatro líderes estava a ser preparada para o início de setembro, mas esse encontro nunca ocorreu.

Mais de 350.000 pessoas morreram e milhões foram obrigadas a deixar as suas casas desde o início da guerra civil da Síria em 2011.

A província de Idlib é a última região síria que não é controlada pelas forças governamentais. Cerca de 60% da zona é controlada pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, formado por membros de um antigo ramo da Al-Qaida), sendo que o restante território é ocupado por diversos grupos rebeldes.

O futuro desta província tem suscitado preocupação junto da comunidade internacional, incluindo da ONU e do papa Francisco, que têm alertado contra as consequências catastróficas a nível humanitário de uma grande ofensiva militar. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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