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Brexit: Proposta do governo é “humilhação moral e intelectual”

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros britânico Boris Johnson classificou hoje como “uma humilhação moral e intelectual” para o país o plano do Governo para as relações entre o Reino Unido e a União Europeia após o ‘Brexit’.

Num artigo publicado hoje no diário Daily Telegraph, o deputado do partido Conservador urgiu a primeira-ministra, Theresa May, a “deitar fora o ‘Chequers'” e a negociar um acordo a que chama de “Super Canada”.

“No geral, as propostas do ‘Chequers’ representam o erro intelectual de acreditar que podemos estar meio dentro, meio fora: que é de alguma forma mais seguro e fácil para grandes parte da nossa vida nacional permanecerem governadas pela UE, mesmo que não estejamos mais na UE”, argumenta.

Johnson demitiu-se em julho por discordar da proposta que assumiu o nome da residência de fim de semana de May, ‘Chequers’, e que defende a criação de uma área de livre comércio para artigos industriais e produtos agro-alimentares entre a UE e o Reino Unido.

Esta solução, segundo May, resolveria não só a questão da fronteira entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, mas também evitaria consequências económicas para os dois lados, mas foi rejeitada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, com o argumento de que prejudicaria o mercado único.

O antigo chefe da diplomacia britânica prefere uma opção mais radical, em que as trocas comerciais seriam reguladas por um acordo comercial semelhante ao celebrado entre a UE e o Canadá, mas com cooperação próxima em áreas como a aviação, defesa e segurança.

Este modelo tem sido até agora rejeitado pelo Governo porque pode implicar controlos alfandegários na fronteira irlandesa que são incompatíveis com a liberdade de circulação de bens e serviços prevista no acordo de paz para a Irlanda do Norte.

Esta intervenção crítica da estratégia de Theresa May acontece apenas dois dias antes do congresso do partido Conservador, que vai decorrer em Birmingham entre domingo e quarta-feira, e onde a primeira-ministra espera ganhar algum apoio interno.

A permanência de May à frente do Governo é motivo de especulação devido à oposição que enfrenta dos políticos conservadores que fizeram campanha por um ‘Brexit’ mais drástico e que não concordam com a estratégia de negociação do governo.

Porém, uma eleição interna só pode ser desencadeada se o líder renunciar ou se 15% dos deputados conservadores (atualmente 48) escreverem uma carta a pedir uma moção de censura. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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