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Ancião de 62 anos mata rival à catanada

O indivíduo identificado apenas por Tio Zé, de 62 anos de idade, apanhou em flagrante o jovem Munfuma Makumbe, de 34 anos, na casa de sua namorada, no bairro Mundial. Esta situação deixou-o enfurecido ao ponto de tirar a vida daquele que pensava ser seu rival, à catanada.

A vizinhança ainda clamou ao Tio Zé que não matasse Munfuma Makumbe, mas a raiva do acusado falou mais alto, também pelo facto de ter encontrado o seu rival na casa de sua namorada, conhecida por Madalena, de 31 anos. Com a sua catana, golpeou a vítima na região da cabeça, pescoço, barriga e mãos, esta que não aguentou à tanta perda de sangue, tendo sucumbido no local.

Segundo nos conta a irmã da vítima, Filomena Ngunza Clemente, de 41 anos, no dia que teve a infeliz sorte de perder a vida, o seu irmão estava embriagado, a andar num dos mercados do bairro, no período da tarde. À noite, decidiu visitar a sua namorada (uma pessoa de trato difícil e a família não acreditava que Munfuma mantinha uma relação com ela).

“Ela é uma bêbada, e todos do bairro sabiam que não bate bem, sofre de gota”, disse, acrescentando que várias vezes perguntou ao irmão se namorava com Madalena, tendo este respondido negativamente, mas com um certo toque de ironia. A resposta não a convencia e a desconfiança de que o irmão estava a sair com a vizinha permanecia.

Eis que Tio Zé, que também é namorado de Madalena, encontrou o rival na casa da namorada. “Ele empurrou a porta e com a sua catana disse que o mataria. A vizinhança várias vezes pediu que lhe poupasse a vida, ou que seria melhor levá-lo à Polícia, mas este estava disposto a cometer o assassinato”, conta.

Madalena não era vista como namorada de Munfuma, pois Filomena Clemente disse que era apenas uma jovem que, dada a sua situação de vida precária, ajudava, de vez em quando, com alguma comida. Por ser uma pessoa que tem problemas com o álcool, quando um certo dia veio dizer à Filomena que o seu irmão a estava conquistar, a entrevistada não acreditou e pôs-se a rir.

Depois foram descobrir que Munfuma algumas vezes passava a noite na casa feita de chapas de Madalena, a jovem conhecida no bairro como bêbada. Tio Zé, o acusado, tinha sido expulso de casa após a separação com a esposa e conquistou Madalena como namorada. Os golpes com a catana foram na cabeça, no pescoço, na barriga e nas mãos (nesta última região porque a vítima tentava travar o ataque).

Depois de os vizinhos verem que o senhor matou o jovem, abandonaram o local. Tio Zé, segundo a interlocutora, arrastou o corpo até uma lixeira próxima, tendo-o abandonado já sem a roupa. “Depois de matar o meu irmão, o Tio Zé tomou banho e foi apresentar- se na Polícia”, reforçou Filomena, que lamenta o facto de o seu irmão ter sido morto como se fosse um porco e pede que se faça justiça. Hoje, a família da vítima foi chamada a comparecer no Comando Provincial da Polícia Nacional para alguns procedimentos relacionados ao processo-crime. Munfuma Makumbe deixa uma filha de 20 anos, que fez quando ainda era adolescente. Neste momento descansa no Campo Santo do Benfica, em Luanda. (O País)

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