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País tem mais liberdade de expressão

Durante o primeiro ano do mandato do Presidente da República, João Lourenço, foi visível uma maior abertura no que toca à liberdade de expressão e à aceitação quase generalizada por parte da população das políticas gizadas pelo Executivo.

A constatação é do sociólogo Zeferino Álvaro que, em declarações ao Jornal de Angola, disse haver um seguimento às promessas eleitorais, que apontavam para a melhoria da educação e saúde, o combate à corrupção, nepotismo, bajulação e outros males do mandato anterior e que afectavam a sociedade.

“Hoje já se pode respirar novos ares”, indicou o sociólogo, afirmando que, em relação ao fim da crise financeira, as famílias ainda não viram resultados palpáveis, mas o caminho para a saída deste cenário está já criado com o reforço das parcerias com a comunidade internacional.

Zeferino Álvaro disse que a situação não muda do dia para a noite, pois é fundamental que se continue a reforçar parcerias internacionais para a melhoria da economia e condição social das famílias angolanas.

Relativamente ao sector da Educação, disse que se aguarda com bastante expectativa a resolução das reivindicações dos professores, designadamente o acerto das categorias, aumento salarial e abertura de mais salas de aula para fazer face à escassez de escolas e o fim de crianças fora do sistema de ensino. A melhoria da Educação, disse, passa, igualmente, pela criação de um plano de formação de quadros, ajustado ao desafio global, e construção de mais infra-estruturas.

Zeferino Álvaro referiu-se igualmente ao sector da Saúde, que, segundo ele, tem necessidades semelhantes aos da Educação, uma vez que ainda se regista insuficiência de médicos nas zonas recônditas do país e de condições nas unidades hospitalares.

Para o sociólogo, o fornecimento de água potável e energia eléctrica ainda é um assunto preocupante. “Os financiamentos foram feitos, no anterior governo, nestes sectores, mas tivemos problemas de rápida execução e fiscalização dos programas”, salientou. Sobre o saneamento básico e estradas, disse ser urgente a recuperação de estradas, na sua maioria construídas sem qualidade, e a construção e limpeza de valas de drenagem.

O investimento para essas áreas não surtiram o efeito desejado na anterior governação e a população aguarda pela asfaltagem das estradas e pavimentação das ruas secundárias e terciárias, no sentido de reduzir-se doenças respiratórias, causadas por poeira, disse ainda o sociólogo. “Do ponto de vista social, a população não está mais empobrecida nem menos pobre. As políticas são boas, mas a população continua a viver apertada em relação às necessidades básicas”, considerou.

Para a redução da pobreza, defendeu o sociólogo, Angola necessita de mais investimento estrangeiro. Mas, para tal, disse, é preciso que o governo continue a garantir o combate à corrupção e ao nepotismo. “O país tem de ter credibilidade perante a comunidade internacional para ver a sua situação económica e social resolvida”, disse.

Zeferino Álvaro realça que a população continua expectante em ver a sua situação social melhorada, uma vez que era inimaginável pessoas com cargos públicos serem responsabilizadas civil e criminalmente. “É um grande motivo para a população estar mais confiante nas políticas do Presidente da República.”

Na sua opinião, as políticas do governo devem estar viradas às famílias, para se construir uma sociedade saudável e livre de corrupção.

“O presidente não tem uma varinha mágica para em um ano acabar com a pobreza das famílias, mas as coisas vão mudar”, admitiu o sociólogo, que afirmou que “quando os tubarões vão parar à cadeia, é sinal de que o peixe miúdo já sabe onde se deve colocar.” (Jornal de Angola)

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