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Angola entre os três maiores devedores mundiais às companhias de aviação

Na lista dos cinco maiores devedores figuram ainda o Sudão (com 134 milhões de dólares – 114,5 milhões de euros) e o Zimbabué (132 milhões de dólares – 112,8 milhões de euros).

Angola é o terceiro país do mundo com maiores dívidas às companhias de aviação que operam no país, que ascendem a 137 milhões de dólares (117 milhões de euros), indicou a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA).

À frente de Angola, figura a Venezuela, que absorve 82% do total da dívida de 4.600 milhões de dólares (4.000 milhões de euros), que deve às companhias aéreas 3.780 milhões de dólares (3.230 milhões de euros), e o Bangladesh, com 147 milhões de dólares (125,6 milhões de euros).

Na lista dos cinco maiores devedores figuram ainda o Sudão (com 134 milhões de dólares – 114,5 milhões de euros) e o Zimbabué (132 milhões de dólares – 112,8 milhões de euros).

A 29 de junho, a agência Lusa noticiou que o governador do Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou que os valores reclamados pelas companhias aéreas desceram nesse mês para 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) e que a situação seria totalmente regularizada em julho.

José de Lima Massano sublinhou, na altura, que, dos 540 milhões de dólares (460 milhões de euros) identificados como devidos no início do ano, as dívidas tinham descido para menos de 100 milhões de dólares.

Em causa estão fundos das companhias com origem na venda de passagens aéreas que depois não conseguem repatriar, no caso de Angola devido à forte crise económica, financeira e cambial que o país atravessa desde finais de 2014.

A situação levou Angola a acumular uma dívida, em fundos bloqueados – depositados em moeda angolana nos bancos nacionais e que aguardam autorização para repatriamento, em divisas -, até um “pico” de mais de 500 milhões de dólares, conforme reconheceu a IATA.

Se a Angola e restantes devedores a IATA apela à rápida regularização das dívidas, em relação à Venezuela admite que a profunda crise económica que assola o país torna “pouco provável” uma solução no curto prazo. (Jornal Económico)

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