Falta de profissionais limita serviços de saúde no Moxico

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O irrisório número de profissionais de saúde existentes na província do Moxico (74 médicos), limita a prestação de serviços com melhores qualidades e sua expansão à população local, disse na terça – feira, no Luena, o director do Gabinete Provincial da Saúde, Henriques Ramalho.

Falando no acto das comemorações do 25 de Setembro, Dia Nacional do Trabalhador da Saúde, o responsável insistiu que o elevado défice de quadros existente na região dificulta o sector a satisfazer a demanda.
Lamentou que nem mesmo com a concretização do presente concurso público será possível colmatar a falta de profissionais que se faz sentir na província, a julgar pela insuficiência de vagas disponibilizadas pelo Ministério, num total de 273 lugares, necessitando de 700 profissionais de diferentes especialidades.

Ao dissertar o tema “ A humanização dos Serviços de Saúde”, enquadrado na palestra alusiva a efeméride, o especialista de saúde, Domingos Mufez, defendeu a capacitação, recreação, estímulos e promoção dos profissionais do sector, para haver bons resultados no círculo da humanização dos serviços prestados à população.

Exemplificou que o sector pode ter hospitais apetrechados com equipamento de ponta, medicamentos, transporte, mas sem o pessoal consciencializado para bem-fazer, será difícil alcançar os propósitos almejados no âmbito da humanização dos serviços de saúde.

Para o profissional, a formação do homem e o melhoramento das suas condições de vida podem motivá – lo para mudança de comportamento, criatividade, dedicação dinamismo e criar espírito de humanização no exercício das actividades.

O vice – governador provincial para o sector Político, Económico e Social, Carlos Alberto Masseca, reconheceu o empenho dos profissionais da saúde na história do país, marcado com a morte em combate do médico Américo Boavida no dia 25 de Setembro de 1968, no município dos Lutchazes.

Carlos Masseca pediu aos profissionais e estudantes do curso de Enfermagem, presente no acto, mais empenho e sacrifício no cumprimento das actividades do dia – a – dia, com vista a prestar um serviço de melhor qualidade ao público e ter bom aproveitamento na formação.

O sector de saúde na província do Moxico conta com 74 médicos, sendo 32 angolanos e os restantes de nacionalidade estrangeira (russos, cubanos, vietnamitas), entre outros. (Angop)

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