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Declarações de Trump sobre solução a dois Estados contrariada

Um dirigente palestiniano rejeitou hoje as afirmações do Presidente dos EUA, Donald Trump, que pela primeira vez defendeu a solução de dois Estados para o Médio Oriente, considerando-as contrárias às acções “destrutivas” de Washington no conflito.

“As suas declarações [dos norte-americanos] vão ao encontro dos seus actos, e os seus actos destroem claramente qualquer possibilidade de uma solução a dois Estados”, afirmou Hossam Zomlot, chefe da missão diplomática palestiniana em Washington, recentemente encerrada por ordem da administração norte-americana.

Em declarações à agência noticiosa France-Presse (AFP), o mesmo responsável acrescentou que as declarações de Trump não são suficientes para o regresso dos palestinianos à mesa das negociações.

Previamente, em declarações à margem da Assembleia geral anual da ONU em Nova Iorque, e na sequência de um encontro com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, Trump apoiou publicamente, e pela primeira vez, a solução a dois Estados.

“Gosto muito da solução a dois Estados”, “julgo ser a que funciona melhor”, disse, sem precisar se esta perspectiva está incluída no plano de paz congeminado desde há vários meses e em grande secretismo por uma equipa liderada pelo seu genro e conselheiro Jared Kushner.

O Presidente norte-americano disse ainda estar convencido “a 100%” de que os palestinianos “vão regressar à mesa das negociações”.

Zomlot criticou o encerramento da missão diplomática palestiniana, os cortes na ajuda humanitária e o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel para demonstrar que administração de Donald Trump não está verdadeiramente empenhada no processo de paz.

“Cada acção do Presidente Trump vai na direcção oposta à solução de dois Estados”, acrescentou.

A Autoridade palestiniana interrompeu todos os contactos com o Governo norte-americano após a Casa Branca ter reconhecido Jerusalém como capital de Israel no final de 2017, rompendo com décadas de diplomacia norte-americana e de consenso internacional. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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