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Ruptura de stock de trigo no Entreposto Aduaneiro faz disparar o preço da farinha

O preço do saco da farinha de trigo de 25 kgs “disparou” em menos de um mês, no mercado nacional, ao passar de cinco mil e 800 kwanzas para AKz 10 mil e 800, uma subida de 100 por cento.

O aumento do preço da farinha de trigo está a preocupar panificadores e pasteleiros que já adoptaram medidas para lidar com a instabilidade no sector, recorrendo à banca para inverter o quadro, segundo o presidente da Associação dos Panificadores de Angola, Gilberto Simões, que falava hoje à Rádio Nacional de Angola (RNA).

“O nosso sector está a atravessar uma crise muito grande, há 15 dias o Entreposto tinha o preço da farinha a 5800 e todos estavam a volta desse preço, não havia reclamação de flutuação de câmbio, e agora como o entreposto não tem farinha de trigo, o produto começa a disparar. Há 15 dias estava a AKz 5.800 e agora está a AKz 10.800”, disse.

Referiu que a situação piorou, porque o Entreposto Aduaneiro não tem produto e vários agentes aproveitam o momento para especulação.

A associação está a trabalhar com os bancos para que possa haver a importação de farinha de trigo para comercializar o saco abaixo de sete mil kwanzas.

Disse existir filiados da organização nas províncias do Bié e Cuanza Sul que têm farinha a estragar por não saber onde vender.

Por seu turno, um dos panificadores do sector Luciano Tulumba disse que os fornecedores já vendem a farinha com restrições, daí ter aumentado o preço do pão.

“Subiu, porque antes era 5.800 e hoje já custa 10 mil kwanzas. Os importadores alegam que é por causa do câmbio flutuante. A Angoalissar só está a vender 20 sacos de farinha por cliente”, denunciou.

Maria de Fátima, outra panificadora ouvida pela Rádio Nacional, optou por reduzir o tamanho do pão e manter o preço.

“Houve um aumento no preço da farinha de trigo, mas não aumentamos o preço do pão, preferimos reduzir a grama e permanecer o preço do pão”, explicou.

A escassez da farinha de trigo no mercado nacional acontece numa altura em que camponeses do município do Chitembo, na província do Bié, ponderam abandonar ainda este ano o cultivo do trigo, por não terem mercado para comercializar o cereal.

Estão envolvidos no processo de produção de trigo no município de Chitembo mais de 150 camponeses das comunas de Cachingues, Mumbuwé, Soma-Kwanza, Mutumbo e Malengue.

A administração municipal e camponeses já fizeram contactos no Ministério da Agricultura e Florestas, mas até agora não receberam uma resposta que os satisfaça.

Entretanto, em Maio de 2017, o País assistiu à inauguração da primeira unidade de processamento de trigo do Consórcio Grandes Moagens de Angola (GMA), com capacidade instalada para processar diariamente mil e 200 toneladas de trigo, 930 toneladas de farinha de trigo e 260 toneladas de farelo/dia.

Na altura, os promotores do projecto prometeram que a fábrica poderia fornecer 60 por cento da quantidade de farinha de trigo importada pelo País, em 2016, avaliada em 500 mil toneladas. (Angop)

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