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PR admite melhorias para investimento em Angola

O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, reconheceu melhorias no ambiente de negócios e na criação de condições para apoiar o empresariado nacional e atrair o investimento estrangeiro para Angola.

Segundo João Lourenço, a melhoria resulta da adopção de reformas económicas e financeiras com vista a estabilização macroeconómica e de consolidação fiscal, de medidas legais tendentes a facilitar os processos burocráticos e a circulação de pessoas, assim como do combate à corrupção e impunidade.

No Fórum de Negócios Angola – EUA, realizado na última segunda-feira, na cidade de Nova Iorque, o Presidente da República disse que, de há um ano para cá, o seu país está realmente mais aberto ao investimento privado estrangeiro e a um diálogo, concertação e colaboração mais próxima e permanente com os organismos financeiros internacionais.

Para si, a nova legislação sobre o investimento estrangeiro e sobre a concorrência e combate aos monopólios, designadamente a Lei do Investimento Privado e a Lei da Concorrência, assim como a nova política cambial reduzem drasticamente os entraves ao investimento e garantem maior protecção legal aos investidores estrangeiros, permitindo-lhes transferir para o exterior os seus dividendos e lucros e o repatriamento de capitais.

Falou da aprovação, pelo Conselho de Ministros, há menos de uma semana, do visto do investidor, uma inovação que concede a todos investidores em Angola a entrada e permanência no país, para acompanhamento dos seus projectos.

João Lourenço disse que se pretende, por outro lado, revigorar o sector privado, porquanto Angola é rica em recursos mineiros, energéticos e agrícolas, pelo que acredita que, com uma economia mais aberta e competitiva, será possível transformar o enorme potencial em riqueza real, aumentar a oferta de bens e de serviços, o leque de produtos de exportação, assim como postos de trabalho.

Reconheceu que, apesar de nos últimos anos se terem investido bastantes recursos em infra-estruturas e obras sociais, continuam a ser insuficientes para atender as necessidades das empresas e das populações em domínios tão básicos como água, energia, educação e saúde.

“Estamos conscientes que necessitamos da participação interessada e mutuamente vantajosa dos nossos parceiros internacionais, para realizarem investimentos de médio e longo prazo em sectores-chave da nossa economia, com tecnologia de ponta e know-how que só o investimento privado estrangeiro pode garantir”, disse.

Destacou a relação e parceria de décadas com companhias norte-americanas, em especial no campo petrolífero, mas também em outras áreas de actividades económica e social, designadamente nos serviços financeiros, na consultoria e auditoria, na tecnologia de informação, na medicina, na agriculta e na hotelaria e turismo.

“O nosso país oferece também oportunidades nos domínios agrícola e florestal, da pecuária, das pescas, das finanças, da energia e águas, da construção, dos transportes, das comunicações, da hotelaria e turismo, da indústria transformadora, do comércio e em praticamente todos os sectores da vida nacional, aferiu.

João Lourenço precisou haver interesse no investimento privado estrangeiro na área da indústria farmacêutica, na produção de tractores, alfaias e outros implementos agrícolas, na indústria de fertilizantes, sementes e “defensivos para a agricultura”.

Na sua intervenção, o Presidente falou do novo Aeroporto Internacional de Luanda, em fase de conclusão, augurando que os empresários americanos se interessam na gestão e operação deste, das suas áreas comerciais, dos espaços para a construção das indústrias e serviços logísticos e de hotelaria.

Nos Estados Unidos da América, João Lourenço participa da 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, onde vai discursar na próxima quarta-feira (dia 26). (Angop)

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