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Petróleo renova máximos. Depois dos 80, Brent já está quase nos 82 dólares

Depois de passar a fasquia dos 80 dólares, o Brent ganhou ainda mais fôlego. O preço do barril da matéria-prima negociada em Londres avança para máximos de quatro anos.

O petróleo continua a valorizar. E depois de passar a fasquia dos 80 dólares, o Brent ganhou ainda mais fôlego. O preço do barril da matéria-prima negociada em Londres avança para máximos de quatro anos, impulsionado pelos constrangimentos do lado da oferta, isto num contexto de crescimento da procura mundial.

O Brent, que na sessão anterior passou novamente dos 80 dólares, está já a aproximar-se dos 82. Em Londres, mercado que serve de referência para as importações nacionais, o barril segue a valorizar 0,5% para cotar nos 81,61 dólares, de acordo com dados da Reuters. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate ganha 0,37% para 72,35 dólares.

É mais uma sessão de ganhos para o preço do petróleo, ainda que de forma menos expressiva do que as subidas registadas no arranque desta semana. Uma tendência que traduz os receios dos investidores quanto à quebra na oferta da matéria-prima a nível mundial.

E são vários os sinais dessa quebra:

Os inventários norte-americanos estão em queda, tendo registado na última semana uma redução bem mais expressiva do que a prevista pelos analistas.

Os EUA preparam-se para impor sanções ao Irão, reduzindo de forma expressiva a quantidade de barris de petróleo que o país coloca nos mercados internacionais. Podem desaparecer entre um e um milhão e meio de barris de petróleo do mercado, por dia.

A OPEP, juntamente com a Rússia, recusa-se a aumentar a produção de petróleo, isto apesar das ameaças que têm vindo a ser feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Estes travões do lado da oferta, que estão a puxar pelas cotações da matéria-prima, acontecem num contexto de aumento da procura global pela matéria-prima.

China considera diálogo com os EUA “impossível”

No boletim Previsões Mundiais de Petróleo de 2018 a OPEP revelou que prevê que a procura de petróleo deve manter-se forte nos próximos anos, até 2020. A Agência Internacional de Energia, por seu lado, prevê que a procura global supere os 100 milhões de barris por dia já no próximo ano.

Há, contudo, um fator que pode travar a escalada dos preços da matéria-prima — que podem chegar a 90 dólares, de acordo com o JPMorgan, havendo traders a apostarem mesmo nos 100 dólares –, que é a guerra comercial entre os EUA e a China, que pode travar o crescimento económico global, reduzindo a procura por petróleo.

“Avançando para 2019, receio o impacto da guerra comercial entre EUA e China. Ainda não se fez sentir em nenhum indicador, mas acabará por aparecer”, diz Janet Kong, responsável pelo negócio de negociação e distribuição da BP, citada pela Reuters. (Economia Online)

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