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Ministério da Educação timorense pede a parlamento para corrigir informação pública

O Ministério da Educação timorense solicitou ao Parlamento Nacional a correção de um comunicado sobre a revogação de dois decretos sobre currículos escolares por considerar que o texto não “condiz com a posição” da tutela.

A correção ao comunicado do Parlamento, distribuído inicialmente a 09 de agosto, foi hoje divulgada publicamente pelo Ministério da Educação, três dias depois de a Assembleia ter emitido uma correção a esse mesmo documento.

O texto revisto do comunicado mantém apenas o descritivo inicial e final sobre os aspetos técnicos do debate, o resultado da votação e o facto de a oposição ter abandonado o plenário em protesto no voto, mas altera todo o descritivo sobre os argumentos do Governo, das bancadas que apoiam o Governo e das bancadas da oposição.

O gabinete diz que a ministra não falou no “processo de aprendizagem”, mas apenas no “uso da língua materna como meio de comunicação, caso seja necessário, nos primeiros anos”.

No comunicado inicial, podia ler-se que a ministra defendeu que os decretos anteriores, relativos à “implementação das línguas maternas no processo de aprendizagem” em áreas-piloto “revelaram uma mudança significativa e ajudaram muitas das crianças a aprender mais”.

Esta discussão levou ao abandono da oposição do plenário de agosto no momento do voto, um sinal da clivagem política que existe no país no setor educativo: o uso de línguas maternas como línguas de ensino no ensino pré-escolar e início do ensino básico, empurrando o português para mais tarde.

Agora, no novo texto divulgado pelo parlamento, é escrito que “as bancadas dos partidos que apoiam o Governo e a Ministra da Educação defenderam a posição de que seria importante repor os currículos de 2015 por considerarem haver benefícios pedagógicos em que a língua do ensino na educação pré-escolar e nos primeiros anos do ensino básico seja o tétum, com o português a ser introduzido gradualmente no ensino básico num sistema de progressão linguística”. (Diário de Notícias)

por Lusa

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