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Gabriel Thiema quer intervenção do Estado para internacionalização da música angolana

O músico Gabriel Tchiema, destacou em Saurimo (Lunda Sul), a necessidade de uma estratégia bem definida quer por parte do Estado, através do ministério da Cultura, como dos artistas, que devem escolher mercados internacionais atractivos e receptivos, para a internacionalização da música angolana.

Em declarações à Angop, a propósito do actual estado da cultura angolana, Gabriel Tchiema, considera ser fundamental olhar para o mercado internacional e compreender que tipo de estratégias de exportação se podem adoptar, mediante os objectivos, tipo de música e artistas que se pretende internacionalizar.

Sublinhou que o processo de internacionalização da música angolana continuará a debater-se com a ausência de reconhecimento da sua importância, com a consequente falta de apoios estatais ao necessário investimento exportador.

Para Gabriel Tchiema é indispensável a criação de fontes de recursos financeiros para que os músicos possam criar estruturas que os permitam estabelecer parcerias com artistas já projectados no mundo.

O artista afirmou que neste momento o que está a ser internacionalizada é a música feita em Angola.

“Os mercados mais exigentes como a Europa , América e alguns países africanos, ainda não consomem a música angolana, daí que considero incoerente quando alguns músicos aparecem em público e afirmam que estão a internacionalizar-se, porque fazer um espectáculo fora do país, na maioria das vezes para as comunidades angolanas, não define a internacionalização da música angolana”, frisou.

Reconheceu que já houve momentos em que a música angolana, a original, como o Semba, por exemplo, estava a caminhar para a sua internacionalização através de Waldemar Bastos, Bonga e Paulo Flores que, com esforços próprios, a levaram para onde puderam, acreditando que se tivessem o apoio de empresários e do Estado poderiam ter chegado mais longe. (Angop)

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