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Opep prevê aumento da procura de petróleo

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reviu ligeiramente em alta a sua previsão para o aumento da procura de petróleo até 2040, durante a 10ª Reunião do Comité Conjunto Ministerial de Monitoramento da Declaração de cooperação entre a OPEP e não OPEP, realizado no passado domingo, em Argel.

Angola participou neste encontro com uma delegação chefiada pelo secretário de Estado dos Petróleos, Jerónimo Paulino, acompanhado pelo chefe da missão diplomática, António Condessa de Carvalho “Toka”, directores nacionais e o director do Instituto Nacional dos Petróleos.

No seu relatório anual “World Oil Outlook para 2018”, divulgado este domingo, a OPEP espera agora que a procura do ouro negro cresça de 14,5 milhões para 111,7 milhões de barris por dia em 2040. “Este número é ligeiramente maior do que o previsto o ano passado, apesar do abrandamento do crescimento da procura em geral no período”, refere o relatório.

O petróleo deverá continuar a ser o principal combustível no mix de consumo de energia, suportado na procura dos sectores dos transportes e petroquímico.

“Combinados, o petróleo e o gás deverão representar mais de 50 porcento do mix de energia global em 2040″, afirma.

Em termos de produção fora da OPEP, deverá aumentar “significativamente, com a maioria do crescimento na próxima década a vir do petróleo de xisto dos Estados Unidos”. “A produção total de petróleo de xisto deverá aumentar para 16 milhões de barris por dia até ao final dos anos 20, representando quase 25 porcento da produção não-OPEP nessa altura”, adianta.

A OPEP estima que, dada a previsão para a procura e produção, “há a necessidade evidente para investimentos em toda a indústria”. Só o investimento no sector do petróleo deverá atingir os 11 biliões até 2040.

A OPEP alerta que “enquanto os investimentos recuperaram ligeiramente em 2017 comparando com os dois anos anteriores, e as expectativas são de maiores níveis em 2018, é vital que, enquanto indústria, asseguremos que há investimento atempado e adequado para que não haja cortes no fornecimento no futuro”. (Angop)

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