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Mala Voadora leva ‘Moçambique’ e ‘Amazónia’ a Guimarães

As peças ‘Moçambique’ e ‘Amazónia’, um díptico da companhia Mala Voadora, sobem, na quinta-feira e no sábado, respectivamente, ao palco do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, informou hoje a companhia.

O teatro é o protagonista da programação do Centro Cultural na última semana de setembro, quando o organismo celebra o 13.º aniversário, recebendo duas peças da companhia dirigida por Jorge Andrade.

‘Moçambique’, em cena na quinta-feira, foi premiada pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), em 2017, como Melhor Espectáculo.

Nesta peça, Jorge Andrade – nascido em Moçambique e residente em Portugal desde os quatro anos – constrói uma biografia como se tivesse permanecido naquele país africano e, para tornar mais credível a história, impõe a sua história pessoal à do país.

Jorge Andrade acaba assim também por fazer parte das vicissitudes políticas do país, da sua situação, no contexto da Guerra Fria, assim como no seio da economia internacional a que o país foi sujeito, após tornar-se independente.

‘Moçambique’ é um espectáculo em que seis actores simulam ser moçambicanos, e durante o qual discutem a história do país à medida que vão construindo a narrativa, num registo que chega a roçar a sátira e a comédia.

Segundo Jorge Andrade, o fundador da Mala Voadora e encenador da peça, ‘Moçambique’ faz parte da sua história de vida, ainda que seja inventada, resultando num terreno especulativo para o que podia ter sido e não foi.

Construída em cima de uma situação real – que podia ter alterado profundamente o seu trajecto de vida quando, em 1974, esteve prestes a ser oferecido pela mãe à sua tia, que permaneceu neste país irmão após esta data -, a história elaborada por Jorge Andrade é depois ficcionada de modo a tocar questões histórico-políticas e reflectindo sobre uma série de outras.

No dia 29, é a vez de ‘Amazónia’, peça que é uma sequela de ‘Moçambique’ e na qual o mesmo grupo de personagens se aventura na selva amazónica, novamente com história e encenação de Jorge Andrade.

A vontade de desbravar novos caminhos e de civilizar a Amazónia servem de mote a este trabalho, durante o qual os actores se deparam com a degradação da floresta, resultante da construção, o consumo de bens de luxo, como relógios Cartier ou a controversa marca Monsanto, a maior produtora de pesticidas do mundo, entretanto adquirida pela marca alemã Bayer.

Embora seja um devaneio, ‘Amazónia’ não deixa também de ser, segundo o encenador, uma brincadeira com o que não se domina.

Entre hoje e quinta-feira, o Centro Cultural Vila Flor, aproveitando a presença da Mala Voadora em Guimarães, dá ainda a oportunidade de se conhecer de perto os processos de trabalho dos seus directores, o actor e encenador Jorge Andrade e o cenógrafo José Capela, através de uma Oficina de Criação, dirigida a criadores e encenadores. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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