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Candidato da oposição vence presidenciais nas Maldivas

O líder da oposição nas Maldivas, Ibrahim Mohamed Solih, venceu as eleições presidenciais realizadas este domingo, segundo resultados divulgados pela imprensa, quando estão contados mais de 90% dos votos.

O candidato ganhou com uma vantagem de 34 mil votos, de acordo com os resultados das assembleias de voto citados pela imprensa local. Uma agência independente “Transparency Maldives” disse que Solih ganhou por “uma margem expressiva”.

A vitória acontece depois de uma campanha eleitoral polémica, que os observadores consideraram que foi manipulada para favorecer o “homem forte” do arquipélago, o presidente cessante Abdulla Yameen, cujo primeiro mandato foi marcado por repressão contra os opositores políticos, os tribunais e a imprensa.

Este é um momento de felicidade e de esperança, um momento histórico

“Este é um momento de felicidade e de esperança, um momento histórico. Para muitos de nós esta foi uma jornada difícil, uma viagem que acabou na prisão e no exílio”, disse o líder da oposição numa conferência de imprensa em Male.

“Sem importar em quem votaram hoje, quero garantir que serei o presidente de todos”, acrescentou.

Segundo os resultados, ainda não oficiais, divulgados pela imprensa, Solih ganhou com 58,8% dos votos quando estavam escrutinadas 93% das urnas. O até agora presidente tinha conseguido 41%.

A eleição foi muito participada, o que levou a que as autoridades adiassem o encerramento das assembleias de voto. Observadores independentes disseram que o processo de abertura das urnas correu bem.

Num arquipélago, no oceano Índico, com cerca de 400 mil habitantes são eleitores cerca de 260 mil pessoas.

Antigo protetorado britânico, as Maldivas viveram décadas de um governo autocrático e o regime democrático foi instituído em 2008.

A liderança de Yameen foi marcada por crises institucionais graves, a última delas em fevereiro passado, quando o Supremo Tribunal anulou a condenação de opositores do regime e reabilitou o cargo de doze deputados da oposição. Yameen respondeu declarando o estado de emergência e iniciando um período de repressão, que levou a União Europeia a adotar sanções contra o país. (Jornal de Notícias)

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