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Bill Gates reivindica luta internacional contra a pobreza em África

O milionário e filantropo americano Bill Gates, fundador da Microsoft, pediu, domingo, aos chefes de Estado e de Governo que vão participar da Assembleia Geral da ONU que prestem uma atenção especial à luta contra a pobreza no mundo e em particular na África.

“Para os jovens africanos, viver na pobreza e na doença ou viver com chances de atingir o seu potencial depende das opções e dos investimentos que façamos hoje”, indicou em um texto assinado no semanário francês “Le Journal du Dimanche”.

Sua chamada adverte que embora o número de pessoas que vivem com menos de USD 1,9 por dia tenha passado de metade da população mundial em 1966 para 9 porcento em 2017, há dados que apontam que o número dos que estão na extrema pobreza na África Subsaariana “poderia deixar de cair e inclusive empreender uma alta”.

“Como dar uma saída às pessoas que estão nas regiões onde as oportunidades são escassas? Investindo no que os economistas chamam de ‘capital humana’: na saúde e educação dos jovens”, disse.

Gates disse que há modelos económicos que revelam que esse tipo de investimentos “podem ter um impacto transformador na África e fazer progredir o Produto Interno Bruto (PIB) do continente em cerca de 90 porcento daqui até 2050”.

O americano dirigiu sua chamada especialmente à França, que no ano que vem ostentará a presidência rotatória do G7 e abrigará a conferência do Fundo Mundial de Luta Contra o Vih, Tuberculose e Malária, cuja meta é arrecadar fundos para combater e prevenir essas doenças no mundo.

O alerta de Gates foi feito às vésperas da grande reunião anual da diplomacia, quando se encontrarão em Nova Iorque mais de 120 chefes de Estado e de Governo e centenas de ministros para abordar os assuntos mais importantes da agenda internacional.

O segmento de alto nível, formalmente conhecido como debate geral, começa na terça-feira, e tem como tema oficial este ano “Fazer com que as Nações Unidas sejam relevantes para todas as pessoas: liderança mundial e responsabilidades compartilhadas para sociedades pacíficas, equitativas e sustentáveis”. (Angop)

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