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País regista três mil 674 mortes por afogamento em oito anos

Três mil 674 mortes por afogamento foram registadas no período entre 2010 a 2018 em todo o país, afirmou hoje (sábado), em Luanda, o secretário de Estado do Interior para Asseguramento Técnico, Hermenegildo Félix.

O responsável fez este pronunciamento na cerimónia de abertura da época balnear 2018/2019, a decorrer sob o lema “Mais segurança, menos afogamento”, que teve lugar na Ilha de Luanda.

Segundo ele, os dados referem-se a 2010/2011 com 502 mortes (menos 128 do que no ano anterior), 2011/2012 com 454 (-48), 2012/2013 com 254 (-200), 2013/2014 com 489 (+235), 2014/2015 com 438 (-52), 2015/2016 com 326 (-112), 2016/2017 com 656 (+330) e 2017/2018 com 555 (-101) mortos.

O secretário de Estado referiu que as províncias que registaram maior número de casos de afogamento, neste período, foram as de Luanda, Benguela, Namibe, Lunda Norte e Huambo, sendo que nestas últimas os afogamento ocorrem fundamentalmente em cacimbas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que morrem por ano cerca de meio milhão de pessoas por afogamento e perto de dois milhões sofrem de lesões permanentes ou similares.

Por sua vez, o comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Bença Cavila, disse que os inúmeros afogamentos que se registam actualmente a nível mundial configuram-se nas 10 principais causas de morte no seio da população do planeta e ocorrem com maior incidência nos países subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento.

De acordo com o comandante, a negligência ou ignorância por parte da população, a não observância dos conselhos e normas úteis frequentemente disseminada no âmbito das acções de prevenção, sensibilização e protecção aos banhistas estão entre as principais causas do fenómeno.

Benca Cavila sublinhou que o Ministério do Interior continua a trabalhar no sentido de reverter essa situação com a implementação de acções de índole preventivas, como sensibilizar e mobilizar as populações, efectuar levantamento e sinalizar as áreas proibidas, intensificar os trabalhos de cooperação e parceria, difundir constantemente os conselhos úteis, adoptar e promover políticas de gestão integrada e desenvolver um papel interventivo de resgate e salvamento.

Na ocasião, chamou a atenção aos efectivos destacados nas províncias da orla marítima a continuarem a pautar por uma conduta disciplinar e espírito de missão exemplar, no patrulhamento das zonas de praias e protecção de banhista. (Angop)

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