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INAC notifica mais de 80 casos de trabalho infantil

Oitenta e oito casos de trabalho infantil envolvendo crianças menores de catorze anos foram notificados de Janeiro a Junho deste ano pelo Instituto Nacional da Criança (INAC) na província do Zaire.

Os dados foram avançados nesta sexta-feira, em Mbanza Kongo, pelo responsável do serviço provincial do INAC, Rafael Kidiwa, frisando que as crianças que comercializam os produtos nas principais artérias das cidades e vilas da província são, na sua maioria, mandatadas pelos próprios progenitores.

Sem avançar dados comparativos, a fonte repudiou o comportamento desses pais e encarregados de educação que em vez de levarem as crianças à escola utilizam-na como fonte de sustento de famílias.

“Temos levado a cabo acções de educação e sensibilização das famílias com vista a alterar esse quadro sombrio que assola algumas crianças da nossa província”, referiu.

Ao todo, disse, 324 casos de violência contra criança foram registados pela sua instituição nos seis primeiros meses do ano em curso, mais 523 ocorrências em comparação ao primeiro semestre de 2017.

Dos casos, destacam-se 119 de não prestação de alimentos, 28 de fuga à paternidade, 22 de gravidezes precoces, 12 casos de suspeitos de tráfico de menores e 15 ocorrências de acusação de prática de feitiçaria.

Rafael Kidiwa, acusou as seitas religiosas sedeada na região e provenientes na sua maioria da vizinha República Democrática do Congo (RDC) de estarem a incentivar este fenómeno, que há anos deixou ser preocupação das autoridades locais.

“O ressurgimento do fenómeno crianças feiticeiras está mais acentuado nos municípios de Mbanza Kongo, Soyo, Cuimba e Tomboco onde se assiste uma proliferação de seitas religiosas”, denunciou a fonte, acrescentando que um trabalho árduo tem sido desenvolvido pelas redes de protecção da criança para desencorajar esse mal.

O INAC na província do Zaire controla mil e 108 líderes comunitários distribuídos em 70 redes de protecção de menores. (Angop)

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