Radio Calema
InicioCulturaDestaques CulturaGoverno reabilita cemitério dos mártires da Baixa de Cassanje em Malanje

Governo reabilita cemitério dos mártires da Baixa de Cassanje em Malanje

Totalmente reabilitado e ampliado, o Cemitério onde se encontram sepultadas as vitimas do massacre da Baixa de Cassaanje, localizado na região de Teka Dia Kinda, foi entregue quinta-feira, pelo Governo provincial às autoridades tradicionais do município do Quela, no âmbito das jornadas do dia do Herói Nacional.

O gesto, visa homenagear centenas de camponeses mortos pelos colonialistas portugueses no dia 4 de Janeiro de 1961, por reivindicarem o trabalho forçado e isenção de pagamento de imposto, no campo de cultivo de algodão na Baixa de Cassanje.

As obras que tiveram a duração de 7 meses consubstanciaram-se na vedação do espaço, colocação de alpendres, construção de campas, entre outras.

Ao proceder a entrega do espaço, o director do gabinete provincial da Cultura, Turismo e Juventude e Desporto, Fernando Cristóvão, frisou que o local visa dignificar, honrar e reconhecer a contribuição prestada pelos camponeses massacrados em prol da luta de libertação nacional.

“O governo vai continuar a reconhecer aqueles que lutaram em prol da independência e da paz, construindo e reabilitando infra-estruturas sociais, vias de comunicação e memoriais”, sustentou.

O responsável que pediu a conservação do local, disse ser necessário que os sobas e anciões continuem a passar a mensagem as gerações vindouras, sobre a história do massacre da Baixa de Cassanje.

Por sua vez, o soba da localidade de Teka-dia-Kinda, Muanha Mussoque, mostrou-se regozijado pela reabilitação, uma vez que o governo cumpriu com a sua promessa.

As autoridades tradicionais prometeram conservar o monumento histórico, por formas a não ser vandalizado.

Foi no dia 4 de Janeiro de 1961, que trabalhadores agrícolas das plantações de algodão da companhia Luso-belga Cotonang, na Baixa de Cassanje, revoltaram-se contra o trabalho de escravo, destruindo plantações, pontes e casas.

A resposta dos colonos portugueses não tardou com o envio da Força Aérea Portuguesa, que bombardeou indiscriminadamente a região com projécteis napalm, tendo provocado a morte de milhares de cidadãos angolanos que ai trabalhavam e moravam.

No município do Quela foi igualmente inaugurado um armazém para depósito de material didáctico e merenda escolar. (Angop)

Siga-nos

0FansCurti
0SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever

Últimas notícias

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.