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Angola confirma apoio a estabilização do Reino do Lesotho

Angola continuará a contribuir para o reforço da estabilidade e bem-estar do Reino do Lesotho, informou na quinta-feira, na cidade de Maseru, o ministro da Defesa Nacional, Salviano Sequeira.

Na cerimónia de transferência da chefia da Missão de Prevenção da SADC para o Reino do Lesotho (SAPMIL), de Angola para a Zâmbia, o governante disse que o país continuará a participar da missão até a reposição da segurança e estabilidade do reino.

Em representação do Comandante-Em-Chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA), João Lourenço, o ministro aventou que a presença de Angola no Reino do Lesotho será inspiração para futuras missões internacionais em outras regiões, no quadro da União Africana ou mesmo das Nações Unidas.

Recordou que o continente africano ainda vive desafios relativos à garantia da paz e estabilidade em muitas das suas regiões e que, por isso, precisa de mecanismos multilaterais que previnam ou minimizem os seus efeitos.

Para si, o Lesotho é parte de uma região que pretende avançar para a integração, crescimento sustentável e a maximização dos seus recursos naturais.

Na ocasião, em nome da secretaria executiva da SADC, Stergomena Lawrence Tax, o director do Órgao de Política, Defesa e Segurança da comunidade, Jorge Cardoso, disse que a SAPMIL emana da obrigação da organização regional de assegurar a paz e estabilidade na região.

O angolano Jorge Cardoso explicou que a missão assenta no Tratado da SADC de 1992, no Protocolo sobre a Política, Defesa e Segurança, no Pacto de Defesa Comum da SADC e no Memorando de Entendimento entre os países membros sobre a Brigada de Prevenção, que conferem mandato ao bloco regional para intervir e prestar apoio aos países membros, em caso de necessidade.

A cerimónia de transferência da chefia da SAPMIL de Angola para a Zâmbia foi testemunhada por alto dirigentes do país cessante, da Zâmbia, do Lesotho e representantes do corpo diplomático e organizações internacionais acreditadas no Reino do Lesotho.

Na quarta-feira, Angola passou para a Zâmbia a presidência do Comité de Supervisão da SADC para o Reino do Lesotho, em cerimónia testemunhada pelo director Jorge Cardoso e pelo ministro da Defesa da Zâmbia, David Chama.

O Comité de Supervisão da SADC para o Reino do Lesotho foi entregue ao Juiz Matthews Ngulube, da Zâmbia, em substituição do embaixador angolano Matias Bertino Matondo.

Angola presidiu a Missão de Prevenção da SADC para o Reino do Lesotho e o Comité de Supervisão, no quadro da presidência rotativa do Órgão de Política, Defesa e Segurança da organização regional. O mandato terminou em Agosto último, durante a 38ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da comunidade, realizada em Windhoek, Namíbia.

O Reino do Lesotho vive uma prolongada crise política, caracterizada por golpes e tentativas de golpes de Estado, assim como quedas de governos e eleições antecipadas. Registou o assassinato de dois chefes das suas forcas armadas, em 2015 e 2017.

Na sequência desses desenvolvimentos, o Governo do Lesotho solicitou a intervenção da SADC que lançou a SAPMIL, em Novembro de 2017, e procedeu ao desdobramento, em Dezembro do mesmo ano, de um contingente de 269 efectivos, entre militares, policias, civis e especialistas de inteligência de sete, dos 16 países membros da organização regional.

Neste contingente, Angola detém o maior número de efectivos militares, com quatro pelotões, seguida da Zâmbia, com um. (Angop)

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