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Guiné Equatorial reclama bens de Teodorin Obiang retidos no Brasil

(DR)

A Guiné Equatorial exigiu que o Brasil devolva mais de 16 milhões de dólares relógios de luxo confiscados de uma delegação que acompanhava o vice-presidente do país, Teodorin Nguema Obiang.

governo da República da Guiné Equatorial qualifica esta ação como hostil e de má-fé pelas autoridades aeroportuárias de Viracopos, que também deturparam a quantidade real de dinheiro e o valor das joias apreendidas”, lê-se num comunicado enviado pela embaixada do país africano em Brasília.

“Por esta razão, o governo da República da Guiné Equatorial, mais uma vez, reitera às autoridades da República Federativa do Brasil que tanto o dinheiro quanto os bens pessoais de valor confiscados sejam restauradas e devolvidos o mais breve possível”, acrescentou.

Na última sexta-feira, 14, a polícia e a receita federal do Brasil aprenderam mais de 16 milhões de dólares (13,7 milhões de euros) em dinheiro e joias à delegação que acompanhava o vice-presidente e filho do Presidente da Guiné-Equatorial no aeroporto de Viracapos, em Campinas, perto da cidade de São Paulo.

Teodoro Nguema Obiang Mangue, conhecido como Teodorin, é vice-presidente e filho de Teodoro Obiang Nguema, no poder na Guiné Equatorial há 39 anos, e integrava uma delegação de 11 pessoas que chegou ao Brasil a bordo de um avião privado.

O novo comunicado mudou o posicionamento do governo da Guiné Equatorial que, numa nota anterior, relacionou a apreensão dos bens ao quadro de instabilidade criado pela proximidade das eleições presidenciais no Brasil, marcadas para outubro.

A nota emitida adianta que o dinheiro apreendido seria usado para cobrir os custos da delegação da Guiné Equatorial em viagem oficial.

Informações veiculadas pela imprensa local apontam que a delegação não estava em missão oficial, pelo que apenas Teodorin beneficiava de imunidade diplomática. Devido a isso, houve a apreensão dos bens não declarados que foram encontrados.

Segundo a lei brasileira, a entrada no país de dinheiro em espécie está limitada a 10.000 reais, que correspondem a cerca de 2.400 dólares ou 2.000 euros.

A Guiné Equatorial faz parte, desde 2014, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). (Angop/Diário de Notícias)

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