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Fragilidade na fiscalização condiciona crescimento do sector da construção

A falta de uma fiscalização rigorosa das obras públicas e da qualidade do material usado constitui o principal constrangimento do sector da construção no país, que, apesar dos esforços do governo, apresenta poucos avanços.

A constatação é do especialista em construção civil Ressurreição Calungo Domingos, em declarações hoje, quinta-feira, à Angop, para abordar os desafios do sector, enquanto barómetro do desenvolvimento de qualquer país.

Segundo o entrevistado, muitos fiscais, sobretudo do sector privado, além de não possuírem formação específica, apenas aparecem no dia da consignação e da inauguração dos projectos.

Ressurreição Domingos falou dos insucessos do sector da construção, por conta de uma fiscalização inadequada, visíveis no processo de reconstrução do país, iniciado em 2002, afectando à qualidade das obras.

Apontou as vias rodoviárias asfaltadas em 2008, as pontes e pontecos reabilitadas e construídas no mesmo período como a prova evidente da fragilidade do sector da fiscalização no país, pois, justificou, muitos destes projectos já se encontram em avançado estado de degradação.

Esta situação, de acordo com o especialista, tem prejudicado muito o Estado angolano que tem alocado avultados recursos financeiros para garantir a qualidade das infra-estruturas, mas sem sucesso, vendo-se obrigado, na maioria da vezes, a repetir obras.

Por isso, recomendou maior rigor neste domínio, no sentido de melhorar e garantir a preservação da qualidade das infra-estruturas do país, tendo recomendado, ainda, uma maior actuação do Instituto Regulador da Construção Civil e Obras Públicas, na denúncia dos equipamentos que entram no país com qualidade duvidosa.

Durante a conversa, Ressurreição Domingos abordou ainda outras questões que afectam a qualidades das obras, com realce para aprovação de projectos sem o devido estudo de viabilidade, porquanto muitos não se adequam à realidade das localidades onde são implantados.

Questionado sobre a qualidade de quadros no sector no país, o interlocutor respondeu já ser satisfatória e em grande número, na sua maioria formados pelas instituições universitárias e médias locais, mas por não estarem empregados estão impedidos de contribuírem com o seu conhecimento.

No entanto, o interlocutor antevê uma viragem na situação nos próximos dias, em função das reformas que têm sido implementadas pelo novo governo na acção governativa, salientando que estas mudanças governativas revelam preocupação na busca de melhores soluções para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Licenciado em construção civil, Ressurreição Calungo Domingos, de 41 anos de idade, natural do Huambo, é funcionário, desde 2006, do Gabinete de Infra-estruturas do governo do Huambo, antiga direcção das obras públicas. (Angop)

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