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Quase metade das empresas em Portugal prevê recrutar mais em 2019

Por outro lado, 45% das organizações afirma que vai manter o número de colaboradores e 2% prevê uma redução o número de funcionários no próximo ano.

Quase metade das empresas (48%) em Portugal tenciona recrutar mais em 2019, de acordo com dados do estudo Total Compensation Portugal 2018 realizado pela Mercer e divulgado esta terça-feira. Ainda assim, verifica-se uma ligeira desaceleração em comparação com o presente ano, uma vez que 53% pretendia recrutar.

O estudo, que analisou 148.332 postos de trabalho em 397 empresas no mercado português, revela que a “tendência de recrutamento mantém-se elevada”.

No entanto, e segundo a análise, 45% das organizações afirma que vai manter o número de colaboradores e 2% prevê mesmo uma redução no próximo ano, percentagem que se mantém em relação a 2018.

“Em 2018, as estimativas apontam para uma ligeira redução no crescimento, prevendo-se para 2019 uma estabilização nos 2% do crescimento económico em Portugal. Este comportamento da economia tem contribuído para as melhorias verificadas na intenção de contratação de colaboradores por parte das organizações”, refere Tiago Borges, responsável da área de ‘rewards’ da Mercer | Jason Associates.

E aumentos nos salários?

As expectativas relativamente a aumentos salariais para o próximo ano localizam-se entre os 2% e os 3% para a maioria das famílias funcionais, o que compara com 1,37% e 3,11% este ano. “Face a 2018, diminui o número de empresas que tem intenção de congelar salários em 2019 para todos os grupos funcionais”, revela o mesmo estudo.

Para os mais jovens, “o ambiente cada vez mais competitivo origina, como consequência, uma necessidade de, por um lado, rentabilizar os recursos existentes e, por outro, identificar os melhor talentos que garantam a prossecução e a consecução dos objetivos estratégicos a que se propõe, procurando retê-los e motivá-los”, pode ler-se.

Assim, o salário base anual dos recém-licenciados no seu primeiro emprego, situando-se tendencialmente entre os 14 mil e os 18.725, apresentando um aumento no valor mínimo e máximo face ao ano anterior. (Economia ao Minuto)

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